Rede Oblata lança o livro “Prostituição: mudanças, autoimagens, confrontações e violência”

Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor

            A obra é fruto da pesquisa realizada sobre a violência contra as mulheres que exercem prostituição, realizada pela Rede Oblata – organização dos projetos sociais do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. Os dados parciais dessa pesquisa foram apresentados em seminários promovidos pelas Unidades da Rede nas respectivas cidades: Pastoral da Mulher (Juazeiro – BA), Projeto Força Feminina (Salvador – BA), Projeto Diálogos pela Liberdade (Belo Horizonte – MG) e Projeto Antonia (São Paulo – SP). Essa publicação é, portanto, o resultado final dessas apresentações, além de trazer textos sobre as mulheres em situações de prostituição de uma maneira geral.

            Estas mulheres, por serem sujeitos sociais, devem ser estudadas em sua totalidade. Para tanto, as autoras e autores deste livro trazem abordagens plurais de suas vivências. Passando pelas mudanças ocorridas no trabalho sexual nos últimos anos, seja no âmbito social ou legal e as maneiras que mulheres nestas condições, baseadas na educação popular, estão inseridas em contexto de militância. Além disso, um dos textos desta obra discute a tensão entre os movimentos feministas, nacionais e internacionais, e as experiências de prostituição o que, ao longo dos anos, resultou em casos de violência. Como conclusão, temos a apresentação de dados retirados de questionários aplicados à estas sujeitas da pesquisa, com dois grandes eixos temáticos: violência doméstica e violência no ambiente prostitucional.

            O Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor nos propicia então, um estudo necessário para que possamos nos aprofundar nesta realidade, que pode ser considerada como paralela para muitos e muitas, além de nos aproximar dos saberes e fazeres dessas mulheres que durante muito tempo foram – e ainda são – marginalizadas e alvos de preconceitos por sociedades que, ao mesmo tempo que as repudiam, as enxergam como necessidade.

 

 

 

 

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