Missionárias scalabrinianas: testemunhas de uma Pátria que não é terrena

Jundiai| 06.07.2015| Acontece em Jundiaí, de 04 a 07 de julho o encontro de formação permanente das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-scalabrinianas, com o tema “Vida Consagrada, compromisso vital e irrevogável”.

Na continuidade do assunto o assessor, frei Antônio Corniatti, OFmConventual, ajudou  as religiosas  no aprofundamento dos conceitos de Carisma e missão em vista da eficácia destes no quotidiano da existência.

Para frei Antônio, Carisma próprio e originário é um modo de ser inspirado por Deus ao fundador. Se Jesus Cristo, o Deus Humanado, na sua pessoa, no seu mistério oculto na doação de Deus é o CARISMA, logo, Ele é, também, a fonte inesgotável e insondável da abundância da graça (Charis), difusa de si na generosidade da gratuidade de Deus.  “Carisma, é participação ao modo de ser migrante, do próprio Deus. O fundador é apenas instrumento. O toque, a revelação é obra de Deus. Nela se dá a identidade da Trindade que é Divina, que é migrante, é encarnada”, relatou.

O religioso acrescentou, ainda, que migrante é uma dimensão da Trindade, uma variante da pobreza evangélica, participação da absoluta realização da encarnação, do ‘Deus que se fez carne’. “Jesus migra em toda situação humana a ser assumida como verdade própria, como pão e vinho, lugar de revelação, lugar de encontro com o Amado”.

As scalabrinianas, segundo frei Antônio, que tem como carisma especial o serviço aos migrantes, são chamadas a estar sempre em postura de migração para o Amado, e só assim serão  expressão Dele no mundo da migração.

De acordo com Corniatti, o migrante é uma variante do Filho. O Filho é o migrante que saiu do seu país, o Pai e veio viver como ser encarnado na realidade humana. “Aquele que se compreende como filho, tem como país, pátria, o Pai. Neste sentido, migrante é um tipo de existência em que você está sempre na memória da saudade, que é uma profunda experiência de presença. Saudade é evidência da presença. Assim, felicidade é morar na casa do Pai sempre. O não migrante é aquele que vive a partir do próprio umbigo, cuja pátria definitiva é si próprio”, afirmou.

Ainda segundo o assessor, mesmo diante da injustiça institucionalizada  a missionária scalabriniana é, de per se, a primeira testemunha para os migrantes que encontra, testemunha  de uma pátria que não é terrena e para qual estão a caminho. Neste caso, Carisma é o jeito de viver encarnado o Jesus migrante.

Neste sentido o religioso enfatiza a importância da formação permanente que nada mais é do que a permanência, na forma, no vigor essencial do seguimento e discipulado de Jesus Cristo, no conhece-Lo e amá-Lo. “Permanecer no sentido de em ‘entrar cada vez novo e de novo na ação de ser, tornar-se, firmar-se e assentar-se no crescimento para a ‘idade madura da plenitude de Cristo (Ef 4, 13)’”.

Missão é dispor-se, lançar-se

Frei Antônio ressaltou, ainda, o tema da missão na vida consagrada e a importância de os religiosos compreenderem  clara e distintamente que o primeiro e originário envio, é serem ‘toda prontidão’ e ‘toda disposição’. “Serem um corpo e uma alma afeita atinente a receber, conceber, fazer crescer a atuação do amor do Pai de Jesus; de Jesus Cristo que é o Carisma por excelência”.

Fonte: Assessoria de Comunicação do encontro: Mariza Roberta Ruas, Juliana Roberta Rodrigues, Rosinha Martins.

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