Por Jaime C. Patias|29.09.2015| “O evangelho, fonte de reconciliação e comunhão” é tema do 1º Simpósio Internacional de Missiologia que acontece ao longo desta semana, 28 de setembro a 01 de outubro, em Porto Rico.

O evento se propõe a refletir sobre as fontes bíblicas e teológicas da missão que animam o testemunho e o compromisso da Igreja missionária. Ao mesmo tempo, deseja construir a fraternidade e reavivar a koinonia a serviço da reconciliação social, cultural e religiosa.

Participam cerca de 100 representantes das Pontifícias Obras Missionárias (POM), organismos e conferências episcopais de 21 países do Continente americano. O estudo se realiza na Casa Manresa dos Jesuítas, na cidade de Aibonito, um dos 78 municípios de Porto Rico, país composto por três ilhas no mar caribenho.

Na cerimônia de abertura, o núncio apostólico da República Dominicana e delegado apostólico em Porto Rico, o nigeriano dom Jude Thaddeus Okolo, recordou que o Simpósio é uma das etapas no caminho de preparação para o 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5) previsto para o mês de julho de 2018, em Santa Cruz de la Sierra na Bolívia.

Dom Jude lembrou também que as POM são obras do Santo Padre para a missão. “O papa Francisco nos convida a sair dos nossos escritórios para ir ao encontro do povo. E isso nós estamos aprendendo a fazer. Custa muito, mas vale a pena. O mundo globalizado exige uma nova evangelização”, disse o núncio. “Que este Simpósio seja uma oportunidade para refletir sobre a dimensão universal da Igreja”, complementou.

Por sua vez, dom Mário Carnello, presidente do Departamento de Espiritualidade e Missão do CELAM, citou o Documento de Aparecida, onde afirma: “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp 29). Dom Carnello observou que não existe evento católico com maior abrangência do que os Congressos Missionários Continentais. E finalizou: “desejo uma reflexão que apaixone para acender a chama da missão”.

O presidente da Comissão Episcopal para a Missão em Porto Rico, o jesuíta dom Álvaro Corrada del Río, recordou que Porto Rico, desde 1512, teve a presença de um bispo, dom Alonso Manso. Ele fundou o primeiro hospital, o único que em mais de 500 anos, nunca deixou de atender. “Temos raízes profundas e agora, o papa é deste Continente”, disse. “A nossa missão é continuar a enraizar a Igreja nesta época de globalização. Temos Cristo que é a própria Missão de Deus e com o Espírito Santo vamos trabalhar com alegria e muita fortaleza”, argumentou dom Álvaro.

Padre José Orlando Camacho Torres, diretor das POM em Costa Rica deu s boas vindas às várias delegações e lembrou que o Uruguai sediará um 2º Simpósio semelhante, em fevereiro de 2016. Em sua opinião, “estes eventos fortalecem a unidade no Continente, pois o Evangelho é fonte de comunhão e reconciliação. Com essa comunhão, podemos chegar às nossas igrejas e cumprir com o serviço que o Senhor nos confiou”, sublinhou padre José Orlando. Porto Rico participa do Simpósio com 32 representantes de suas seis dioceses.

Já a delegação da Bolívia é de 10 pessoas. Dom Adolfo Bittschi, bispo auxiliar de Sucre e membro da Comissão Teológica do CAM 5, trouxe uma saudação especial da Igreja naquele país. Destacou também a recente visita do papa Francisco aos países da Américas do Sul, do Caribe e do Norte. Falou dos símbolos do CAM 5: a Cruz missionária que expressa o amor sem limites de Cristo por toda a humanidade e as relíquias da primeira Bem-aventurada da Bolívia, Nazaria Ignacia, religiosa fundadora de uma congregação para a missão.

Dom Adolfo, explicou também, que o Simpósio em curso aborda o tema do CAM 5: “A alegria do Evangelho, coração da missão profética, fonte de reconciliação e comunhão”, e o lema: “América em missão, o Evangelho é alegria!”.

Na missa de abertura, o presidente da Conferência Episcopal de Porto Rico, dom Roberto Octavio González Nieves, inspirado nas leituras do dia, destacou que em meio a tantos famintos, pobres, leprosos, feridos e doentes, os discípulos estavam preocupados com quem deles seria o mais importante. “O desejo de grandeza, de querer ser o centro de tudo, são tentações que devemos vencer no nosso trabalho missionário, pois são impedimentos para a evangelização”, alertou o bispo. “A Igreja nasceu missionária e para existir deve seguir sendo missionária, entre os pequenos, os que vivem à margem do mundo, para lhes dizer que eles são os mais importantes para Deus e para a Igreja”. E referindo-se ao tema do Simpósio reafirmou a necessidade de “uma Igreja fonte de reconciliação e comunhão”.

Do Brasil participam do Simpósio o diretor das POM, padre Camilo Pauletti e o secretário da União Missionária, padre Jaime C. Patias. A missa de encerramento, nesta quinta-feira, 01 de outubro, será na paróquia São José, no centro de Aibonito.

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