Por Rosinha Martins| 09.09.14| Assim se manifestou a presidente da Confederação Latinoamericana e Caribenha de Religiosos e Religiosas, Irmã Mercedes Casas, na abertura do Encontro Rede Eclesial Pan-Amazônica, nesta terça, 09.

O evento, que acontece na sede das Pontifícias Obras Missionárias, em Brasília-DF, se estende até o dia 12 e  reúne cerca de 60 representantes de organismos e instituições que atuam no bioma amazônico.

Irmã Mercedes fez um apelo às instituições presentes sobre a necessidade de  unir as forças eclesiais em vista de uma mudança social radical. “E se  nos uníssemos de tal forma a fazer acontecer uma mudança  de fundo na economia e na política a favor da justiça e da paz e da integridade da criação?”, indagou.

Mercedes denominou o encontro como um momento de graça, por ser, segundo ela, uma oportunidade impar para refletir sobre o modo de ser missionário na Amazônia. Em sua opinião, esta reflexão ajuda a adequar o modo de ser e estar na missão.

“Sabemos que há muitos anos a Vida Religiosa sempre esteve presente de forma muitas vezes heroica nessas realidades amazônicas. Quanta vida entregue no cotidiano e no anonimato”, exclamou.

O trabalho da Vida Religiosa do Brasil, através da Equipe Itinerante, segundo a Irmã, tem consolidado a missão de escutar, refletir e conhecer a Igreja na realidade destes povos, mas a seu ver, ainda não é o suficiente.

Irmã Mercedes concluiu afirmando que a CLAR tem o prazer de apoiar esta iniciativa da Rede, impulsionando os processos para a unidade, de  forma que se tenha  maior articulação de esforços entre as conferências nacionais destes países, sobretudo, os da Pan-Amazônia.

“Que nestes dias possamos nos entender como Rede para irmos ao encontro do mundo de hoje e testemunhar o Reino especialmente onde a vida clama. Continuemos neste esforço buscar novas formas de presença missionária”, concluiu.

 A presidente nacional da CRB, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, esteve presente no encontro e falou sobre a importância e o papel da Vida Religiosa na Amazônia. “Há poucas mulheres aqui nesse encontro, mas elas e tantos religiosos, estão lá, na base, atuando nas situações mais sofridas. A Vida Religiosa aqui presente, traz a voz daqueles povos, nossos irmãos que não têm voz nem vez”, disse.

De acordo com Irmã Maria Inês, a rede que está sendo criada unirá forças e dará mais impulso ao trabalho que realizam os Religiosos e Religiosos junto ao povo de Deus. “Na Amazônia temos experiências tão concretas, vale lembrar a Irmã Dorothy, defendendo a terra, a dignidade dos nossos povos quilombolas, indígenas e ribeirinhos. Ela deu a sua vida como tantos outros religiosos”.

Questionada sobre a dificuldade de vocações, principalmente para missões desafiantes, como as da Amazônia, Irmã Inês se mostrou esperançosa e ressaltou a missão dos leigos e o trabalho que tem sido realizado pelas Pontifícias Obras Missionárias que, segundo ela, tem despertado, jovens, crianças e adolescentes para a missão. “Trabalho missionário envolvendo os Leigos, a Juventude e a Infância está fazendo crescer o despertar no meio cristão, católico e religioso”, afirmou. E deixou uma mensagem de ânimo para aqueles Religiosos e Religiosas que dão a vida pela missão na Amazônia. “Coragem! se apeguem a Jesus, pois Ele é força do nosso trabalho, da nossa integração no meio do povo”, finalizou.

O Encontro Rede Eclesial Pan-Amazônica termina na sexta,12, às 17.

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