Os combates entre forças de segurança e guerrilheiros da RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana), obrigaram à fuga mais de 4 mil pessoas na província de Sofala, no centro-sul de Moçambique. Nesta província, na floresta de Gorongosa, em Satunjira, se localizava a sede geral da RENAMO, conquistada pelo exército em 21 de outubro. A área circunstante foi evacuada pela população que se transferiu para a cidade de Gorongosa.

Outros combates foram assinalados no sul de Moçambique (veja Fides 10/1/2014), o que faz temer um agravamento do conflito entre a RENAMO e o governo dirigido pela FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). Os dois movimentos combateram numa guerra que devastou o país de 1975 (ano da independência) a 1992, quando em Roma, as duas partesassinaram acordos de paz, que permitiram à RENAMO tornar-se um partido político.

Em 13 de janeiro, o governo anunciou que a RENAMO não se apresentou em uma sessão de negociações prevista para aquele dia. As duas partes ainda não conseguiram chegar a um acordo para prosseguir a tratativa. A RENAMO pediu, de modo especial, que dentre os mediadores constem personalidades estrangeiras (como o Bispo auxiliar de Roma Dom Matteo Zuppi) e que observadores de EUA, China, Portugal, Cabo Verde, Quênia e Botsuana participem das tratativas. O pedido foi rechaçado pelo governo.

As condições de segurança foram agravadas também pela chaga dos sequestros de estrangeiros e de moçambicanos abastados. O último é um empresário de origem indiana sequestrado em 10 de janeiro no centro de Maputo.
As importantes jazidas de gás (e carvão) de Moçambique estão despertando interesse em vários países, como o Japão, cujo Premiê, Shinzo Abe, foi recebido em Maputo em 12 de janeiro.

Fonte: Agência Fides

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