O livro “Vida Religiosa em processo de transformação” é um lançamento da Equipe Interdisciplinar da CRB Nacional em parceria com as Edições Paulinas.

Um dos autores e membro da Equipe, o verbita padre Thomaz Hughes, apresenta uma síntese do livro. 

I BLOCO

Em tempos de grande transformação, perguntas radicais atingem as razões primeiras:

  • Porque estar nesta vida, nesta forma de vida?
  • Para que, no caso, ser religiosa ou religioso de uma congregação, de uma ordem religiosa?

Como VRC estamos ainda na decadência do velho paradigma ou temos sinais de um modelo novo, que ajude a nós e aos demais batizados a virmos a ser cristãos de verdade nesse tempo?

O grande desafio é o retorno aos fundamentos da fé cristã e à radicalidade do Evangelho. Uma vida evangélica: simples, pobre que testemunha  a essência da Vida Cristã e Consagrada.

  • Na verdade, ser cristão é o ideal que está na raiz de tudo.
  • Tornar-se cristão é, então, a meta da Vida Religiosa Consagrada (VRC) nas diferentes formas de seguimento de Jesus.
  • Como VRC estamos ainda na decadência do velho paradigma ou temos sinais de um modelo novo, que ajude a nós e aos demais batizados a virmos a ser cristãos de verdade nesse tempo?
  • Quem recebe o dom do chamado à consagração religiosa não abraça uma determinada forma de vida para ser melhor do que os outros cristãos, mas para percorrer um caminho em que de fato possa “vir a ser cristão” (Jon Sobrino).

Não podemos negar que depois de tanto heroísmo e tantos benefícios ao povo de Deus, muitas  Congregações se veem envelhecer sem promessa de juventude, diminuindo suas forças para a missão.

Não podemos negar que depois de tanto heroísmo e tantos benefícios ao povo de Deus, muitas  Congregações se veem envelhecer sem promessa de juventude, diminuindo suas forças para a missão.

A vontade de voltar ao Carisma Fundacional;

  • Uma preocupação com a Refundação da VRC  –  “VOLTA ÁS FONTES”.
  • Também se testemunha um certo desânimo, uma descrença e falta de esperança.
  • Muitos que desistem, afirmam que esta figura histórica de VRC está esgotada…

Na atual transformação cultural a pessoa cultiva acima de tudo a autonomia, a liberdade, a estética, o afeto, o bem estar e a autossatisfação… nada de ascese, abstinência, abnegação, sacrifícios. Mas como equipe nossa reflexão foi movida por um olhar de fé cristã que olha mais longe: no coração da VRC está a Páscoa, a metamorfose da ressurreição que não dá frutos sem que a semente morra, não bate asas sem primeiro pacientar na estreiteza do casulo.

Mas confiamos na Palavra e no Espírito: “Não fiquem lembrando o passado, não pensem nas coisas antigas; Eis que estou fazendo coisa nova: ela está brotando agora e vocês não enxergam?” (Is. 43 18-19a

II  BLOCO

a) Ancorados na Palavra

Este livro ancora a esperança firme na Palavra de Deus, que é de Páscoa e de vida nova. Os três capítulos finais, comentando o texto de Isaias e Emaús, e percorrendo a história e a atual busca de mística nos ensaios da mistagogia, são dedicados a esta rocha perene sobre a qual construir a casa da VRC…

E se há futuro para a história da humanidade e para a Igreja, certamente haverá ainda mais para a VRC em modelos novos que não sabemos exatamente. Mas acreditamos e por isso buscamos, já assentando nesta rocha firme as vigas-mestras.

B) Seriam as novas comunidades de aliança e de vida saídas da matriz pentecostal da Renovação Carismática Católica, um sinal do vento criador do Espírito, a promessa de nova primavera da VRC?

Ensaios que poderão amadurecer num modelo futuro de VRC e oferecer aos cristãos e ao mundo a fina flor da entrega fervorosa e reverente e da missão cristã na liberdade de movimento

  VIDA RELIGIOSA CONSAGRADA FEMININA: LEVANTE-SE!

É necessário que a mulher não seja somente mais ouvida, mas que a sua voz tenha um peso real, uma autoridade reconhecida, tanto na sociedade como na Igreja”

(Papa Francisco)

Temáticas desenvolvidas….

C) Novas fronteiras da comunicação, das tecnologias de comunicação – repercussão na VRC.

D) Percepção do novo paradigma ecológico, da espiritualidade holística que este novo paradigma oferece, e como isso pode moldar e alargar a tenda da VRC.

–  Na intensificação da globalização das culturas  –  a interculturalidade.

–  Passos de uma convivência intercultural profética.

– A realidade do  trabalho em franca transformação. “Somos suspeitos de manter obras a todo custo quando poderíamos partir para novas formas de vida, mais simples e leves, mais transparentes e realistas”.

Na sabedoria de bem viver os sinais dos tempos, neste tempo em que há um índice tendente a ser maior de pessoas idosas na VRC.

F) Informações e reflexões para ajudar a manter viva a missão e a alegria de viver, o testemunho e a fecundidade, num envelhecimento saudável.

G) Se “o círculo é a festa do pensamento” (Heidegger), a “circularidade do poder” é a festa da ação e da missão poderosas.

O futuro, seja qual for o modelo, vai necessitar poder, mas seu exercício vai mudar

H) Formação para a VRC

Trabalho por muito tempo visto, aqui e ali, como um “trabalho interno”, hoje tende a ser mais um “trabalho de vitrine, em que a promoção ou animação vocacional se tornou ponto sensível

Uma formação integral, continuada, em direção à autenticidade, à oblatividade, à entrega evangélica e evangelizadora…

III BLOCO  – OUTROS OLHARES

Convidamos cristãos e cristãs que compartilham conosco o caminho da fé e do batismo para que, desde seus contextos e suas experiências de vida ao lado de uma irmã ou de um irmão da VRC, dissessem sua palavra, manifestassem sua esperança a respeito da VRC. É uma maneira de buscar sinais.

Assista à entrevista

SDS Bloco H - nº 26 - Sala 507 - Edfício Venâncio II

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