Irmã Gervis Monteiro, fsp

Irmã Gervis Monteiro, paulina, conta neste texto, sua experiência de ser convidada e  participar da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica, de 6 – 27  de outubro de 2019, no Vaticano.

“Falar sobre o Sínodo da Amazônia é sentir nas entranhas o sentimento dos povos originais dessa terra.

Quando fui comunicada  pela minha provincial, Ir. Maria Antonieta Bruscato, que iria participar do Sínodo da Amazônia, não consegui de imediato ligar o tamanho do evento à compreensão que tenho hoje,  afinal é Sínodo dos Bispos! Após alguns dias, recebi o convite do Papa Francisco:

Rev.da Irmã Gervis MONTEIRO DA SILVA

Membro da Congregação da Igreja de San Paolo

Membro dell’Equipe itinerante nella Regione Amazonica

Rev.da Irmã ,

Tenho o prazer de informar que o Santo Padre a nomeou como Auditora da próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica com o tema: “Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para Uma Ecologia integral, que terá lugar em Roma de 6 a 27 de outubro de 2019.

Tal informação é estritamente integrada até os dados de sua edição oficial…..”. 

Eu jamais esperava isso, fiquei muito surpresa, porque jamais pensava estar em uma sala sinodal. E também agora eu vejo assim, como uma grande graça do Espírito, que também me convida a ser voz de todos aqueles e aquelas que vivem na Amazônia, principalmente aqueles e aquelas que estão em situações de maior vulnerabilidade.

Alguns dias depois, recebi da UISG (União Internacional das Superioras Gerais) um comunicado sobre como foi a minha indicação, que dizia:

 “Querida Ir. Gervis,

Gostaríamos de informá-la que enviamos o seu nome para a Secretaria Geral do Sínodo para participar, como representante da UISG e da vida consagrada no mundo, à assembleia especial do Sínodo dos Bispos sobre o tema Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral, que terá lugar de 6 a 27 de outubro de 2019 em Roma.

Recebemos muitos nomes de religiosas que estão fortemente engajadas com os povos indígenas em atividades de promoção e defesa de direitos e também em uma reflexão teológico-pastoral sobre a questão amazônica. Para a escolha dos nomes a serem propostos à Secretaria Geral do Sínodo, consultamos também a CLAR. Foram, portanto, selecionadas 10 religiosas que melhor atendem aos critérios que nos foram indicados e que são representativas de diferentes países e de diferentes congregações.

As religiosas nomeadas pela UISG participarão da Assembleia sinodal como auditoras…..”

Para mim este Sínodo Especial sobre a Pan-Amazônia, representa uma grande oportunidade para dizer para as igrejas, para os governantes de nações e para nós mesmos como nós da Pan-Amazônia queremos ser vistos, respeitados e valorizados. Em outubro, por ocasião da realização do Sínodo em Roma, será a celebração daquilo que as comunidades amazônicas já rezaram, sonharam e decidiram.

Sinto que é uma responsabilidade enorme. Ao mesmo tempo em que me alegro por esta confiança que a Igreja deposita em mim, irei com temor e tremor.

De acordo com o Documento Preparatório, o Sínodo vai refletir sobre os novos caminhos de evangelização que devem ser elaborados para e com o povo de Deus que habita na região amazônica: habitantes de comunidades e zonas rurais, de cidades e grandes metrópoles, ribeirinhos, migrantes e deslocados e, especialmente, para e com os povos indígenas, também com o mundo todo.

Como conhecer, reconhecer, conviver e defender essa realidade que a Igreja nos pede? Confio muito na nossa missão, nosso carisma de Filhas de São Paulo que é de levar a todos, Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida com os meios de comunicação, através de livros, mensagens, músicas…  Usando todos os meios que o progresso oferecer. Nossa missão é itinerante, é para todos! Mas confio também na força renovadora da nossa Igreja católica e no Espírito de Deus que renova todas as coisas.

Estou convencida de que estamos vivendo um kairós, mas um kairós, que é a irrupção do Espírito Santo na Igreja, também exige como diz Paulo, uma kenosis, um sair de nós mesmos, da nossa mentalidade, europeia ou americana, ou asiática, para buscar a unidade juntos na diversidade.

Por isso, sinto que preciso conhecer, reconhecer, conviver para poder defender a Igreja com rosto amazônico que surgirá das novas atitudes humanas, cristãs e eclesiais. Dessa forma os rostos amazônicos e indígenas estarão mais serenos, confiantes, dispostos, sorridentes, comprometidos, corajosos, satisfeitos no processo de evangelização, nas celebrações e relações humanas.

“Tenhamos fé, sempre mais fé, mesmo que a solidão vier!”

Ir. Gervis Monteiro da Silva, fsp (Pia Sociedade Filhas de São Paulo)

É amazonense de Boa Vista do Ramos, da Diocese de Parintins”.

Irmã Gervis e sua comunidade, em Manaus (AM)

 

 

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