ANEC|22.09.14| Atenta ao futuro da educação, a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) recebeu nesta segunda-feira (22), no VII Fórum de Mantenedoras da entidade, candidatos à Presidência da República e representantes dos partidos para apresentarem as propostas à Educação Católica.

Estiveram presentes a candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB), as representantes Nádima Nascimento (PV) e Maria Helena de Castro (PSDB), o candidato à vice-presidência Leonardo Gadelha (PSC) e o Ministro da Educação José Henrique Paim (PT).

Partido Socialista Brasileiro (PSB)
A candidata Marina Silva foi a primeira a apresentar aos líderes da educação católica o seu plano de governo. Na oportunidade, Marina iniciou o discurso com os aspectos que acredita ser os mais importantes. Marina pretende aprofundar a democracia, melhorar a qualidade e as instituições políticas. Além disso, se for eleita irá manter as ações que foram bem sucedidas. “A nossa atitude será reconhecer as conquistas, preserva-las, aperfeiçoa-las e amplia-las”, explica a candidata.

Na área da educação, Marina afirma que é fundamental a parceria do governo com instituições de ensino, especialmente as confessionais. Segundo ela, os programas do governo federal não conseguem dialogar com esses sistemas, mas em seus projetos, têm sido estudados meios para solucionar essa questão.

Partido Verde (PV)

A ecóloga, Nádia Nascimento, representante do candidato Eduardo Jorge (PV) apresentou as propostas do partido para educação e destacou junto dela a saúde como prioridade do governo do candidato. Entre as propostas, Nascimento destacou a meta 17 e 20 do Plano Nacional de Educação (PNE) que trata sobre a valorização dos professores e o financiamento da educação.

Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

Para a socióloga e especialista da Educação, Maria Helena de Castro, não existe uma solução mágica para melhorar a qualidade de ensino, o que existe são passos importantes e desafiadores a serem enfrentados. A representante do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), indicada pelo candidato Aécio Neves, reforçou a proposta apresentada pelo partido de que nos próximos três anos irá dobrar a complementação da União para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB).

Maria Helena destaca ainda a importância de aprimorar as avaliações da educação e tornar as informações mais úteis para melhorar o sistema de ensino em todos os seus níveis, “é necessário incentivar e otimizar o uso pedagógico dessas avaliações.” afirma Castro.

Partido Social Cristão (PSC)
O candidato à vice-presidência da República Leonardo Gadelha (PSC) apresentou o resumo do projeto de educação do partido, onde defende uma reforma na educação pautada na descentralização da gestão de forma ordenada e a melhorar a gestão pedagógica nas disciplinas de matemática e português.

A construção da metodologia de avaliação deve ser baseada em critérios de acordo com a realidade de cada local, destaca Gadelha. “Devemos juntos construir indicativos baseados não somente em nota curricular, mas em uma série de variáveis. Não devemos aferir somente o que o estudante aprendeu nas matérias básicas, mas o que foi construído em seu caráter.”

O candidato defende ainda a participação das famílias nas escolas, “acreditamos na sinergia entre escola e família, e entendemos que é essencial que nossas crianças sejam humanistas e façam o bem coletivo.”

Partido dos Trabalhadores (PT)
O Ministro da Educação Henrique Paim recebeu da candidata Dilma Rousseff o compromisso de apresentar às lideranças católicas o projeto do Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a Educação.

Paim destacou em sua apresentação, a importância da continuidade das políticas educacionais dos programas do ministério. O ministro reforçou que a União precisa dar apoio técnico e financeiro aos estados e municípios, num regime de colaboração e parceria.

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a principal avaliação da educação média no Brasil e porta de entrada para a educação superior, foi uma das ferramentas educacionais apresentadas pelo ministro, que reforçou, “estamos atendendo aos concluentes do Ensino Médio e àqueles que voltam com a esperança de ingressar no universo educacional. Tudo isso graças às politicas educacionais.”

 

Paim agradeceu à Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), a colaboração dada à todo o processo de criação do Instituto de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior (Insaes) para que o processo de regulamentação fosse feito com mais rigor e qualidade.

Fonte:anec.org.br

 

 

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