Padre abandona paróquia na Alemanha depois de racismo e ameaças de morte

Zorneding (RV) | 08..03.2016 | Um sacerdote nascido na República Democrática do Congo vai deixar a paróquia de Zorneding, na Baviera, por ter recebido ameaças de morte de motivação xenófoba. Ele fez o anúncio aos fieis no domingo (6), durante a missa.

Ameaças de morte

O padre congolês Olivier Ndjimbi-Tshiende, que está na Alemanha desde 2005 e possui nacionalidade alemã, passou a ser hostilizado após se posicionar contra ofensas de políticos conservadores a refugiados no sul daquele país. O padre de 66 anos recebeu cinco ameaças de morte nos últimos meses. Segundo o jornal Süddeutsche Zeitung, entre àquelas contidas nas cartas recebidas pelo sacerdote estava escrito “que te mandem para Auschwitz”.

O posicionamento do sacerdote foi contra declarações xenófobas da então líder da União Social Cristã (CSU) na cidade, Sylvia Boher. O partido só existe na Baviera e é coirmão da União Democrata Cristã, da chanceler federal Angela Merkel. Numa publicação do partido, Sylvia Boher escreveu que a Baviera está sendo invadida por refugiados e qualificou os imigrantes provenientes de Eritreia como pessoas que só querem fugir do serviço militar.

Nova paróquia

O porta-voz do arcebispado de Munique e Freising, Bernhard Kellner, anunciou que o padre Ndjimbi-Tshiende assumirá uma nova comunidade a partir de 1º de abril. “Lamentamos muito e estamos do lado dele”, disse Kellner. A polícia está investigando as ameaças. (RW/AC)

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