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Nota da CRB Nacional sobre tolerância

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“Permanecei no meu amor” (Jo 15,9)

Com a proximidade das eleições, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), reafirma o que expressou em sua Mensagem, ao final da 26ª Assembleia Geral Eletiva (AGE):

“Diante de uma necropolítica que ameaça à democracia, que instrumentaliza a vida, destrói os corpos, desencadeia a morte e faz morrer; comprometemo-nos com o valor da vida, os direitos humanos, a ecologia integral, a dignidade de cada pessoa e as novas formas de relações humanizadas e humanizadoras”. (Mensagem da 26ª AGE).

Reforçando este compromisso, queremos convidar a todos e todas os/as consagrados/as a assumir a atitude que nos pede Jesus, em seu mandamento: “ama teu próximo como a ti mesmo” ( Mt 22,29), “ama os teus inimigos” (Mt 5,44). Esta atitude profundamente evangélica precisa se fundamentar no que hoje chamamos de “tolerância”.

A dignidade da pessoa humana exige o reconhecimento e o respeito às diferenças. No entanto, vive-se em nossa sociedade globalizada, com a marca da diferença, que separa e exclui, como se a maneira de pensar fosse apenas uma determinada e quem pensa diferente é inimigo. E a intransigência em aceitar o diferente gera a intolerância e o ódio expressos até em discursos cruéis nos palanques, nos auditórios e nas mídias sociais. Fala-se ainda da “cultura do medo”, fruto da espetacularização da violência. Cruel também é um certo procedimento que não podemos ignorar, que para acalmar o “deus mercado”, sacrificam-se pessoas e direitos.

O Papa Francisco lembra que o cristão deve estar a serviço da paz e da fraternidade, sendo que o nome de Deus não pode ser usado para justificar atos de violência, homicídio, de exílio, de terrorismo e de opressão:
“Os comportamentos de ódio, a violência e o derramamento de sangue são incompatíveis com os ensinamentos religiosos”. (Bagdá, tema “Sois todos irmãos”, Papa Francisco – 5/03/2021).

A vida consagrada não pode compactuar com esta práxis. Para tanto, a CRB propõe o diálogo, o senso crítico diante das armadilhas, a dimensão da dignidade e dos direitos fundamentais, a tolerância e a opção pelo bem comum.

Assim, a tolerância é uma exigência ética fundamental para uma saudável convivência. E para que o conviver seja um exercício diário de cidadania, torna-se necessário, despir-nos da superioridade e arrogância, entendendo que dependemos uns dos outros para viver melhor.

Saudações especiais a todos e todas.

Natividade de Nossa Senhora
Brasília, 8 de setembro de 2022

Ir. Eliane Cordeiro de Souza
Presidente e
Diretoria da CRB Nacional

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