Marcha reúne 60 mil trabalhadores em Brasília

Rosinha Martins | 06.03.13 | Cerca de 60 mil trabalhadores representados por pescadores, metalúrgicos, educadores e lideranças de movimentos sociais, realizaram na manhã desta quarta,6, a 7ª marcha a Brasília, liderados pelas Centrais Sindicais.

Com o tema “Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho”, a marcha reivindicava o fim do Fator Previdenciário, redução da jornada de trabalho (sem redução salarial), política de valorização dos aposentados, reforma agrária, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Sugeriam ainda, 10% do PIB para a Educação, 10% do orçamento da união para a Saúde, correção da tabela do imposto de renda, ratificação da convenção OIT/158, regulamentação da convenção OIT/151, ampliação do investimento público, desenvolvimento econômico (com distribuição de renda, emprego, trabalho decente, manutenção e ampliação de direitos) e justiça social.

“Todas as categorias de trabalhadores do país estão nessa marcha, mostrando a união. O governo Dilma não está fazendo muito por nós. Ela recebe muitos patrões, o que eu concordo, mas teria que dar uma oportunidade para ouvir a voz dos trabalhadores”, relatou o cmérciário Celso Boza, SP. (foto)

De acordo com o Deputado Vitor Paulo do PRB do Rio de Janeiro, o evento é de fundamental importância por reunir todas as centrais sindicais do Brasil. “Esse é o movimento dos trabalhadores que defendem seus direitos, tão difíceis para ser constituídos: o fim do fator previdenciário”, disse. Para ele é o momento do trabalhador brasileiro mostrar ao governo a força que tem. “É uma marcha justa, democrática, justa, herdeira, descente, e demonstra que as centrais sindicais juntas é a força do povo trabalhador brasileiro”, concluiu.

Em cadeia nacional a presidente Dilma tem afirmado que o Brasil não tem mais miseráveis devido à luta do governo para tirar o brasileiro da miséria(linha abaixo da pobreza). Para o presidente da Confederação Nacional dos Pescadores, ainda existem 300mil pescadores abaixo da linha da pobreza. “Temos um milhão e duzentos mil companheiros espalhados por todo o Brasil e hoje estamos lutando pela continuidade da seguridade especial, por uma pesca cidadã pois em alguns estados os pescadores são vistos como marginais”, relatou.

Segundo o assessor técnico da Confederação Nacional dos Pescadores (CNP), Antonino Bezerra, 32, de Natal-RN, os pescadores tem uma luta focada na organização do setor; a maioria deles pertence à força sindical e essa luta tem tido avanços mas muitos desafios. “A classe não era reconhecida, tratada como indigente pelo governo e agora as colônia tem status de sindicato, isso deu nova força à luta dos pescadores e agricultores do Brasil. Com essa marcha se espera maior reconhecimento, a participação no FAT)fundo de amparo ao trabalhado, afirmou.

As mulheres trouxeram à tona o dia 08 de março e aproveitaram para pedir igualdade de oportunidade, trabalho decente e pelo fim da violência contra as mulheres.
“Nós do Sindi Serviço, sonhamos com a redução da jornada de trabalho pois é muito puxado para nós 44 horas”, narrou Silma da Cruz Galvão – MA presente na marcha.

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