O segundo dia do VI Congresso Nacional das Novas Gerações da Vida Religiosa Consagrada começou com uma mística marcada pela memória, pela oração e pelo compromisso com as realidades de injustiça, desigualdade, violência, exclusão e sofrimento que atravessam a sociedade e desafiam a missão da Vida Religiosa Consagrada.
As Novas Gerações da Conferência dos Religiosos do Brasil têm como assessor executivo o Pe. Flávio José. Ele e a equipe de Coordenação Nacional dinamizam, articulam e acompanham as ações voltadas às novas gerações da Vida Religiosa Consagrada em todo o país. É nesse processo de animação, escuta, formação e caminhada conjunta que se realiza o VI Congresso Nacional das Novas Gerações, reunindo religiosas e religiosos de diferentes regiões do Brasil.
Na abertura das atividades deste segundo dia, a mística trouxe para o centro da reflexão alguns dos grandes desafios presentes na sociedade, entre eles as injustiças, as desigualdades, as violências, a exclusão e outras situações que ferem a dignidade humana.
Em meio a essas realidades, fotografias de mártires foram sendo apresentadas e, pouco a pouco, passaram a ocupar o espaço do salão. As imagens fizeram memória de homens e mulheres que testemunharam o Evangelho com a própria vida, tornando visível uma história marcada pela entrega, pela fidelidade, pela resistência e pela defesa da dignidade humana.
A mística recordou que Cristo é a luz maior que ilumina toda travessia. No salão, cada participante tinha em suas mãos uma pequena luz, que foi sendo acesa como sinal de esperança diante das situações de dor, violência e injustiça. Aos poucos, essas pequenas luzes iluminaram o ambiente e se uniram à memória dos mártires, tornando visível a esperança que nasce da fé e do testemunho daqueles que entregaram a vida pelo Evangelho.
As fotografias dos mártires, iluminadas pelas pequenas luzes, tornaram-se também expressão de prece. Suas vidas foram recordadas como testemunho de fidelidade ao Evangelho e como intercessão para que religiosas e religiosos continuem atravessando os desafios do tempo presente sem perder a coragem, a esperança e o compromisso com a vida.
Entre as fotografias que ocupavam o espaço e as pequenas luzes nas mãos dos participantes, a mística transmitiu que as dores do mundo não têm a última palavra. Cristo, luz maior, continua iluminando o caminho, e o testemunho dos mártires recorda que cada pessoa também é chamada a ser luz em meio às travessias da humanidade.
O momento convidou cada religiosa e cada religioso a reconhecer sua responsabilidade diante das realidades contemporâneas. Em uma sociedade marcada por tantas formas de sofrimento e exclusão, a Vida Religiosa Consagrada é chamada a permanecer próxima das pessoas, a defender a dignidade humana e a ser presença que anuncia possibilidades de vida nova.
Assim, o segundo dia do VI Congresso Nacional das Novas Gerações começou sob o sinal da memória e da esperança. As fotografias dos mártires, as pequenas luzes nas mãos dos participantes e a referência a Cristo como luz maior expressaram o compromisso de uma Vida Religiosa que não fecha os olhos para as dores do mundo, mas procura atravessá-las sustentada pela fé.
A mística reforçou, ainda, o chamado para que cada religiosa e cada religioso continue sendo sinal de vida nova, deixando-se iluminar por Cristo e tornando-se também luz nas diferentes realidades em que a missão acontece.















