PUC Minas recebe Assembleia das(os) Formandas(os) e Novas Gerações da CRB Minas Gerais com reflexão sobre inteligência artificial

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Neste sábado, mais de 100 participantes estiveram reunidos na Assembleia das(os) Formandas(os) e Novas Gerações da CRB Regional Minas Gerais, realizada na PUC Minas, em Belo Horizonte. O encontro proporcionou um espaço de formação, escuta e partilha, com foco nos desafios da vida consagrada diante da cultura digital e da inteligência artificial. A assembleia foi coordenada pela CRB Minas Gerais e contou com a assessoria da Ir. Neusa Santos, Irmãzinha da Imaculada Conceição, Assessora de Comunicação da CRB Nacional que conduziu a reflexão sobre a missão de comunicar na era da inteligência artificial.

Ao longo do encontro, destacou-se a rapidez das transformações tecnológicas e seus impactos na sociedade, especialmente nas formas de comunicação, nos relacionamentos e nos processos formativos. A inteligência artificial, cada vez mais presente no cotidiano, interpela a vida consagrada a assumir uma postura crítica, ética e responsável. Durante a assessoria, foi evidenciada a tensão entre o avanço tecnológico e a centralidade da pessoa humana. Conforme refletido, o ser humano não pode ser reduzido à lógica dos algoritmos, pois sua identidade é essencialmente relacional, comunitária e marcada pela experiência concreta do encontro.

Desafios da cultura digital

A assembleia também abordou os principais desafios da cultura digital, como o isolamento, a superficialidade das relações e a fragmentação do diálogo social. Em um ambiente cada vez mais mediado por algoritmos e bolhas de informação, torna-se urgente preservar a escuta, o diálogo e a construção de vínculos autênticos. Outro ponto relevante foi a reflexão sobre a identidade no ambiente digital, frequentemente condicionada à visibilidade e à validação externa, o que pode gerar inseguranças e fragilizar a percepção de si.

A comunidade como âncora

Diante desse cenário, o encontro reafirmou a importância da vida comunitária como referência fundamental. A experiência de convivência, presença e partilha continua sendo insubstituível, mesmo em um contexto altamente tecnológico. A tecnologia, nesse sentido, deve ser integrada com discernimento, colocando-se a serviço da vida e da missão, sem substituir a experiência humana. A assembleia reforçou ainda o compromisso com uma comunicação que promove esperança, diálogo e proximidade. Inspirada na espiritualidade cristã, a proposta é cultivar uma comunicação não hostil, capaz de construir pontes e favorecer o encontro, especialmente nos ambientes digitais. Também foi destacado que o ambiente digital pode ser uma porta de entrada para o encontro, enquanto o presencial permanece como espaço privilegiado para o aprofundamento das relações e da vivência da fé.

Missão nas periferias digitais

O encontro reafirmou o chamado da Igreja a estar presente também nas chamadas “periferias digitais”, reconhecendo esse ambiente como espaço real de evangelização e missão. Mais do que utilizar ferramentas, trata-se de habitar a cultura digital com critérios evangélicos, promovendo uma presença que una inovação, espiritualidade e compromisso com a dignidade humana.

Ao final, a Assembleia das(os) Formandas(os) e Novas Gerações deixou um importante horizonte: formar consagradas e consagrados capazes de dialogar com o mundo contemporâneo, integrando fé, tecnologia e missão, sem perder a essência do Evangelho.

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