Por Jaime C. Patias| 09.04.2015|A programação do Congresso Nacional da Vida Consagrada inclui momentos de estudo, partilha e oração. As atividades acontecem no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho, mas na noite desta quarta-feira, 8, após um dia centrado na espiritualidade, os mais de 2 mil participantes do Congresso subiram ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida para a Celebração da Luz.

Na casa da Mãe, a discípula missionária da primeira hora, consagrados e consagradas rezaram em favor das causas abraçadas no chão da missão. A celebração foi conduzida por uma equipe liderada por mulheres consagradas que ocuparam o presbitério do Santuário e animavam a assembleia. Entre cânticos, salmos e orações, centenas de velas foram acesas na luz do Círio Pascal indicando que a vocação da Vida Consagrada está alicerçada em Cristo.

A escuridão da noite contrastava com as luzes nos rostos doados, iluminando aqueles e aquelas que movidos pela profecia levam vida e esperança às mais variadas periferias. A harmonia das vozes orantes ecoava no silêncio, enquanto a Mãe Aparecida intercedia junto ao Filho Ressuscitado pelos que foram chamados a serem sal da terra, fermento na massa e luz do mundo.

A presidente da Confederação Latino Americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR), Mercedes Letícia Casas Sánchez participou da Celebração e fez uma leitura simbólica do evento. “O momento fez pensar na missão da Vida Religiosa que é, desde a sua pequenez, iluminar juntamente com outras luzes, o Povo de Deus. Temos que ser como uma pequena luz que vai acendendo as luzes de uma grande procissão. A nossa missão é ser luz e contagiar luzes, mas também devemos nos deixar contagiar por outras luzes. Gostei quanto uma Irmã cantou o Evangelho. Ela representa não somente as mulheres, mas um rosto de ternura e de vida que gera esperança. Lembra também, Maria Madalena como a primeira discípula que recebeu o dom da ressurreição e saiu proclamar”, testemunhou a presidente da CLAR que veio da Colômbia para participar do evento.

 Para Juvânio Gonçalves Costa, Irmão do Sagrado Coração que trabalha na formação em São Paulo, a celebração mostrou “a presença marcante da mulher no contexto da Vida Religiosa Consagrada na liturgia que abre as portas para a luz de Deus entrar na vida da Igreja e da sociedade onde a mulher é sujeito”.

Missionária em Puerto Iguazu, na tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, Antônia Mendes, da congregação de Nossa Senhora do Calvário trabalha com mulheres violentadas e contra o Tráfico de Pessoas. Segundo ela, a Vida Religiosa do Brasil reunida em Aparecida “enche de luz a Casa da Mãe Maria. O momento orante e significativo com luz e silêncio representa uma grande oferenda da Vida Religiosa, de gratidão, pelas muitas luzes que continua acendendo nos caminhos da vida”.

Profética e teimosa, a força da Vida Religiosa segue lançando luzes para enfrentar os grandes desafios da Igreja e da humanidade na certeza de que, a exemplo de Maria, segue os passos de Cristo, a luz do mundo.

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