Por Rosinha Martins| 21.03.2015| “O Grito que vem da Amazônia – Não ao Tráfico de Pessoas”. Este foi o tema do Encontro Internacional da Rede Um Grito pela Vida, da Conferência dos Religiosos do Brasil que reuniu em Manaus, de 4 a 8 de março representantes da CRB do Amazonas, Roraima, Acre, Pará, Amapá, Rondônia e países que constituem a Pan-Amazônia a saber,  Venezuela, Suriname, Guiana, Peru e Colômbia.

Um documento final do Encontro foi elaborado pelo grupo a fim de dar a conhecer a toda a Igreja e sociedade os desafios impostos pelo crime na região. “As várias experiências de prevenção, assistência e incidência política, apontam a gravidade e abrangência desta realidade, que é uma das mais perversas formas de violação dos direitos humanos na atualidade”, relata o documento fazendo referência às mais diversas modalidades de Tráfico de Pessoas in loco, dentre elas o trabalho escravo, a servidão doméstica, o casamento servil, adoções irregulares, migração forçada e remoção de órgãos.

O documento denuncia impunidade de pessoas ligadas aos poderes públicos e de empresários denunciados em casos de aliciamento, exploração e tráfico de pessoa e impactos socioculturais dos megaprojetos desenvolvidos na região.

De acordo com membros da Rede a região sofre com a  insuficiência de políticas públicas de enfrentamento do Tráfico, com a não efetivação dos serviços e instrumentos legais previstos no II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas na região Pan-Amazônica e do “despreparo e inoperância de equipes técnicas de diversas instituições governamentais no atendimento às pessoas em situação de tráfico”.

A garantia de elaboração, implementação e execução da Política e do Plano Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em todos os estados da região Norte do Brasil, com ampla participação da sociedade civil; a  ampliação do diálogo entre os países de fronteira acerca dos fluxos migratórios, favorecendo uma intervenção de políticas públicas de integração e atendimento humanizado aos migrantes; a definição de acordos bilaterais com os países fronteiriços, discutidos e elaborados a partir da realidade vivenciada pelas bases locais atuantes no enfrentamento, são algumas das reivindicações contidas no documento.

A Rede Um Grito pela Vida atua na Amazônia brasileira desde 2010 por meio de    atividades conjuntas e participa ativamente em diversos espaços de construção de políticas públicas e estratégias de enfrentamento ao tráfico de pessoas.

Leia a íntegra do documento

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