A Assembleia extraordinária das Pontifícias Obras Missionárias, realizada no último dia 16, na sede das POM em Brasília (DF), foi momento de agradecimento e acolhida. Os membros da Assembleia manifestaram gratidão pela dedicação e contribuições do padre Camilo Pauletti e deram as boas-vindas ao padre Maurício da Silva Jardim.

Dom Esmeraldo Barreto de Farias, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária da CNBB, agradeceu o trabalho do padre Camilo à frente das POM nos últimos cinco anos e deu as boas-vindas ao novo diretor, padre Maurício que assume a direção a partir desta Assembleia.

Ao assumir o cargo, padre Maurício destacou duas palavras: mística e comunhão. Sobre a mística o sacerdote recordou as palavras do papa Francisco dirigidas recentemente aos diretores das POM em Roma. “Eu tenho medo”, dizia o papa, “de que a obra de vocês permaneça muito organizacional, perfeitamente organizativa, mas sem paixão. Isso até uma ONG pode fazer, mas vocês não são uma ONG! Sem mística não serve. E se devemos sacrificar algo, sacrifiquemos a organização, prossigamos com a mística dos Santos”.

Padre Maurício explicou que todos das POM devem se lembrar sempre da mística. “A coisa principal para todos nós, que trabalhamos nas POM, é a mística. Nós estamos aqui por uma causa, a causa missionária, e essa causa brota do encontro com Jesus, com o Evangelho, com as pessoas e a nossa missão principal é essa. O medo, que o papa nos coloca, é o meu medo também, medo que seja um trabalho muito burocrático e pouco missionário.”

Sobre a comunhão padre Maurício ressaltou que esta, deve prevalecer em todos os ambientes. “Essa comunhão deve começar entre nós aqui nas POM, entre as pessoas que trabalham aqui, os secretários das Obras, os funcionários. Entre nós deve haver muita comunhão e diálogo, um escutar o outro para assumirmos projetos comuns. Esta comunhão começa aqui, na equipe, mas também deve acontecer entre as Igrejas locais, as dioceses, as congregações. Comunhão com os movimentos pastorais e serviços, e uma comunhão das POM com a CNBB. Destaco duas comissões que são importantes estreitarmos os laços, o que já vem se fazendo na gestão do padre Camilo como diretor: a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.”

Para o novo diretor das POM o início nesta função está sendo tranquilo. “Esta é a melhor transição que já fiz na minha vida e o facilitador é o padre Camilo. Ele tem estilo bastante simples, missionário, um homem despojado e também está me deixando muito à vontade para fazer um processo de transição. A transição não se dá apenas com a nomeação. A transição vai se dando aos poucos, pois são muitas questões pastorais e administrativas. Elas não se resolvem numa reunião, precisamos de dias para isso e o padre Camilo está me ajudando muito nesta transição.”

Padre Camilo Pauletti recordou que ser diretor das POM é um desafio. “A gente sente as limitações, mas vamos crescendo. Deus nos provoca de forma positiva e esse ganho eu levo para toda a vida. O diretor não faz sozinho, mas com a equipe de coordenação e todas as forças”.

Uma das marcas no trabalho do padre Camilo foi a proximidade com os missionários e missionárias espalhados pelo mundo. “Como diretor das POM cheguei aos missionários ad gentes. Pude visitar, apoiar, ouvir e divulgar o testemunho desses missionários brasileiros além fronteiras. Foi uma experiência pessoal bonita ir aos países e manter esse contato, essa escuta”, sublinhou o sacerdote.

fonte: pom

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