Por Rosinha Martins | 20.01.2016 | A comunidade católica do Lago Sul se reuniu na Capela do Mosteiro São Bento, do mesmo bairro, em Brasília – DF, para celebrar, no último dia 17, o sexagenário do Prior da Comunidade Beneditina, dom André Rocha Neves.

Uma missa em ação de graças foi presidida pelo bispo auxiliar de Brasília, dom José Aparecido Gonçalves de Almeida e concelebrada por monges da comunidade.

Durante a Homilia, dom Aparecido ressaltou aspectos da vida do aniversariante e sua vocação de cenobita. “Podemos levantar nossas mãos ao alto para agradecer os 60 anos de dom André, pois são 60 anos de uma vida dedicada ao Senhor. Pedimos a Deus que abençoe esta comunidade monástica com muitas vocações”. Dom aparecido deixou a mensagem enviada pelo arcebispo da Arquidiocese de Brasília, dom Sérgio da Rocha que justificou ausência. “Agradecemos a presença dos monges em nossa Arquidiocese. O mosteiro São Bento é uma usina nuclear de bênçãos para  esta cidade”.

Na ocasião, em entrevista exclusiva à assessoria de comunicação da CRB Nacional, dom André falou da importância desta celebração, sobre a vocação beneditina e sobre os desafios e alegrias que os seguidores de São Bento enfrentam e vivem na sociedade atual.

O que significou para o senhor esta celebração?

Dom André – Este momento foi para mim, em primeiro lugar, uma graça, um dom. A mim não parece que tenho essa idade e me sinto jovem pois a juventude é está na cabeça, no coração. Para a nossa comunidade significa muito e há 25 anos estou aqui no convívio com a comunidade. Eu digo que eu não sou superior, o superior daqui é Jesus. Quanto à festa, estava tudo muito bonito, muito bem preprarado. Os Irmãos serviram aos convidados com carinho, se dedicaram. Foi significativa a presença dos amigos do mosteiro, de dom José Aparecido que é Oblato Beneditino.

A que se deve a presença maciça da comunidade  católica do Lago Sul?

Dom André – Creio que seja por causa da liturgia por ser muito bem celebrada e vivida. Outra coisa que chama a atenção do povo é o canto gregoriano, que é uma novidade. O canto gregoriano nos leva a uma interioridade com Deus.

A quanto tempo o senhor é monge beneditino?

Dom André – Há 26 anos. Sou formado em Filosofia Teologia e Teologia Monástica pela Pontifícia Universidade de Santo Anselmo, em Roma.

Antes de entrar para a vida monástica, o senhor se ocupava de que?

Dom André – Trabalhei no Ministério dos transportes como agente administrativo.

Me sinto muito feliz na ordem de São Bento, estou no lugar certo e o que me segura aqui é o oficio divino e tenho uma preferência pelas vésperas. Para este momento de oração gosto de tomar banho e me perfumar para cantar os louvores do Senhor.

Quais os maiores desafios que os beneditinos encontram, hoje, na vida monástica?

Dom André – Um dos desafios, a meu ver, é mostrar para a comunidade como para os outros, fora, que o Mosteiro não é uma paróquia. Sair para celebrar fora não é papel do monge. Não é que não se possa fazê-lo, mas não faz parte do nosso estilo de vida. Outro desafio é que, os rapazes que nos procuram com o desejo de se tornar um monge, são carentes de formação. Temos que oferecer primeiro aquela formação básica que nossos pais nos deram, educar para as coisas básicas, como boas maneiras, orações cristãs, por exemplo.

O mosteiro é um ambiente silencioso. Silenciar e falar baixinho é uma constante entre vocês?

Dom André – Sim. O silêncio faz parte da vida do monge, que busca o deserto para lutar contra o inimigo. No momento que você faz silêncio, Deus te fala. É escutar Deus no silêncio com o coração e não através da razão . É por meio do silêncio que a gente vai criando uma amizade com Deus. O monge, a monja fala suave como o seu coração é suave em Deus.

Como e de que vive o mosteiro?

Dom André – Vivemos da providência. Não nos falta nada, mas não temos uma renda fixa. Temos a loja com produtos do nosso labor, a coleta da missa e algumas doações. Sentimos que a crise político-econômica nos atingiu, pois ganhávamos muitas doações e não vem mais; pessoas que alugavam a hospedaria, já não alugam mais.

O mosteiro oferece espaço de retiros para a comunidade em geral. Se alguém ou algum grupo quiser se hospedar aqui por dias, isso é possível?!

Dom André – Sim. Acolhemos pessoas individualmente como grupos que queiram fazer retiros espirituais. Ao contatar com o responsável, dom Paulo, a pessoa deve informar se é hospedagem para grupos, individual, se precisamos fornecer comida, roupa de cama, etc.

É comum a comunidade procurar o mosteiro para casamentos, batizados? O senhores podem realizá-los aqui na Capela?

Dom André – A realização de batizados, casamentos, crisma se dão somente com a autorização do pároco da paróquia  à qual o mosteiro está inserida, que neste caso é a Paróquia Nossa Senhora do Rosário.

Se alguém quiser fazer doações ao mosteiro, como deve proceder?

Dom André – Mantimentos são entregues na portaria do mosteiro. Para doações em dinheiro, o depósito pode ser feito na conta: Mosteiro São Bento Brasília. Banco do Brasil. Agência 2887-8. CC 78186. Caixa Econômica: AG 2893. Conta 272-7. Op. 003. CNPJ do Mosteiro: 011785760001-06

Veja imagens da celebração

 

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