Por Assessoria de Imprensa| Com o tema  “Pan-amazônia, fonte de vida no coração da Igreja,  a Rede Eclesial Pan-amazônica realizou em agosto de 2015, o encontro ampliado do comitê.  O primeiro evento realizado foi o encontro do Comitê ampliado que contou com a participação de 38 pessoas, representantes dos nove países da Panamazônica, entre eles Equador, Bolívia, Peru, Colômbia e Brasil. Dom Cláudio Hummes, presidente da Repam, Maurício Lopes, secretário Executivo da Rede e Dom Pedro Barreto marcaram o evento com suas presenças, reflexões e postura de comprometido e busca para se delinear o caminho da REPAM.

A CLAR – conferência dos Religiosos Latino-amreciana e Caribenha fez-se presente mediante uma de suas diretoras Irmã Elsie Vinhote (que também é membro da diretoria da CRB Nacional) e o Irmão João Gutemberg. A CRB Nacional foi representada pela assessora executiva para a missão, Irmã Maria de Fátima Kapp. Integrantes da Equipe Itinerante colaboram com suas partilhas e experiências da vivência na missão que buscam estar entre os mais sofridos e abandonados da região amazônica.

 Às vésperas de completar um ano de sua fundação, a Rede  se volta para a consolidação de sua organização interna, clarificação de seus objetivos e critérios para formalizar parcerias com organismos afins e articular os seus eixos temáticos. Essa reflexão constituiu uma retomada do caminho percorrido até o momento presente.

Um dos grandes destaques da programação foi a presença, no primeiro dia, do Monsenhor Marcelo Sanchez, chanceler da academia de ciências do Vaticano.

Painel sobre a Encíclica Laudato Sì

Os participantes do encontro do comitê da REPAM  foram convidados participar de uma mesa de debates, intitulada: “apresentação pública e diálogo com a sociedade, sobre o papel e os ecos da Encíclica Laudato si, do Papa Francisco para o futuro da Amazônia e do Planeta”. O evento foi promovido pela Fundação Amazonas Sustentável e teve como local a sede do próprio movimento.

Nesse ato público dom Cláudio Hummes, presidente da REPAM foi convidado a compor a mesa e fazer uma explanação sobre a Encíclica Laudato Si. Monsenhor Marcelo Sanchez, representantes de diversos segmentos da sociedade civil e da igreja: artistas, intelectuais, educadores/as, fizeram parte da mesa.

Monsenhor Marcelo acenou para o meio ambiente como ‘casa comum’ porque é ‘casa de Deus’. Ele se encarna em Jesus de Nazaré e vem morar entre nós’. Ao se referir sobre as fontes que alicerçam a Encíclica evidenciou: ‘as fontes são duas, a Bíblia e a Ciência’. “Na Bíblia constatamos que Deus nos chama a ordenar, cuidar, a custodiar a casa comum, que é a criação. Custodiar respeitando a natureza. Promover o desenvolvimento, mas que seja considerando o aspecto sustentável. É preciso acolher o que a comunidade científica”,  constata e alerta.

Como o Papa Francisco acentua, disse o Monsenhor, “os pobres são os que mais sofrem porque são os que se encontram menos preparados. O Papa na Encíclica vê o aumento da pobreza e os que vivem em situações extremas: prostituição, drogas, trabalhos forçados, riscos de tráficos de pessoas e de órgãos. O documento Laudato Si nos convoca à convivência consciente como sero ser humano, cuidando da criação. “O grito da terra e do povo tem solução com a inclusão social e o compromisso”.

 Transcorridos os momentos de debates foi servido uma deliciosa magica, ao som de músicas de artistas locais.  A ênfase no referido debate foi sobre a importância e ecos da Encíclica Laudato Si e ações para preservação da Amazônia como pulmão da humanidade.

Momento Interativo com a Igreja Local e o Público

Na tarde do dia 18.08 abriu-se um espaço para diálogo e interação com a Igreja local e público da sociedade de Manaus. O ato foi precedido de um momento de mística. Compôs a mesa os explicitadores: dom Cláudio Hummes, dom Pedro Barreto e o padre Dário Bossi.

Dom Cláudio versou sobre a questão da urgência do cuidado da criação e a instalação da REPAM, como uma rede, uma plataforma de intercâmbio e enriquecimento mútuo e uma confluência de esforços da Igrejas locais, organismos, congregações religiosas, movimentos eclesiais com voz profética e a serviço da vida e do bem comum. “A REPAM se propõe a potenciar de maneira articulada a atuação da Igreja no território Panamazônico, atualizando e concretizando ações eclesiais conjuntas. O cardeal fez referências à Encíclica Laudato Si do Papa Francisco e do veemente apelo ao cuidado da criação e às imensas necessidade da região amazônica. Retomou os procedimento anteriores que gestaram o nascimento  da Rede”.

Dom Cláudio enfatizou, ainda,  a importância da Amazônia para o Brasil e  para todo o mundo, como pulmão da humanidade. O evento teve como finalidade retomar os objetivos da REPAM, ouvir a população amazonense o que esperam, como se pode trabalhar em conjunto, somar forças e efetuar um intercâmbio. Ressaltou que o comitê quer ouvir como se pode trabalhar juntos no dia-a-dia da vida, da história na Amazônia. “A REPAM quer ser uma rede da Igreja, com o povo da Amazônia. Quer envolver-se nos desafios e necessidades rurais como na área urbana, trazendo presente os rostos amazônicos, com os traços da sua diversidade cultural e de sua beleza original”.

Hummes recordou que a REPAM não é uma Conferência episcopal da Amazônia, nem uma ONG, mas uma rede. Isso quer expressar que todas as partes envolvidas são iguais. Há uma igualdade e responsabilidade que envolve a todos. Trata-se de um espaço, no qual queremos compartilhar sonhos, partilhar nossas ações, o que fazemos; queremos nos voltar para os problemas e desafios diante dos grandes projetos que vêm de fora e interferem a realidade amazônica.

A REPAM quer ser um serviço eclesial da igreja não só para o Brasil, mas para os nove países envolvidos e que constituem e compartilham a Pan amazônica. A Rede se propõe a promover a vida, assumir projetos juntos. Perguntamo-nos como podemos oferecer serviços à população amazônica. “A REPAM pode ser a grande oportunidade das Igrejas envolvidas fazerem a experiência da comunhão e da solidariedade, de rsermos uma inspiração uns para os outros”.

O surgimento da REPAM teve uma longa trajetória. Hummes destacou dois marcos significativos que foi o encontro no Peru, em 2013 e em Manaus em 2013.  Mas muitos passos anteriores foram dados até a sua criação em 2014, em Brasília. Um dos objetivos deste encontro é estabelecer condições de trabalho nas conferências episcopais. Devemos buscar a ajuda mútua, “não complicar o que é simples. No fundo é o amor a Cristo que nos une e nos move”. É muito simples. Agradeceu a presença de todos e os esforços efetuados até o momento presente.

Dom Pedro Barreto, arcebispo de Huancayo, Peru. Presidente do Departamento de Justiça e solidariedade do Peru. Por sua vez retomou aspectos importantes e fundamentais que antecederam a criação da REPAM. Enfatizou as posturas dos pontífices anteriores, como o Papa Paulo VI e João Paulo II. Fez referências a um texto de João Paulo II, do ano de 1991, portanto há 24 anos. Fez alusões aos problemas que estamos enfrentando como a água. Questionou: “de que nos adianta tecnologia se não temos água?” Apresentou um vídeo da instalação da REPAM e os seus antecedentes.

O Pe. Dário Bossi, missionário comboniano que atua no estado do Maranhão enfoque a sua reflexão sobre a grave situação dos megaprojetos de mineração – multinacionais – no solo brasileiro. Discorreu a respeito dos enfrentamentos e os impactos da mineração. “Trata-se de uma luta desigual. E nessa luta desigual qual é  vitória possível? ”

Concluídas a explanações do painel temático, o público interagiu e fez-se uma ressonância com os participantes do encontro do comitê REPAM, em pequenos grupos.

O evento teve o seu momento culminante com a celebração eucarística, ao som do violino e outros instrumentos musicais, com a participação de artistas locais e a comunidade eclesial. A eucarística presidida por Dom Mário Antônio,  bispo auxiliar de Manaus.

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