OUTONO – A BELEZA DA FRAGILIDADE


Ir. Lauro Daros

Ser humano é ser frágil e vulnerável como as folhas de outono.

Vem a brisa, dançam; a brisa se torna vento, caem aos milhares, até tocarem o chão insensível e serem arrastadas a um canto qualquer.

As vivências mais profundas dão-se nas quedas. Ver-se caído e esmagado é uma lição de
humildade. Grande é a dor ver os belos sonhos de perfeição caírem e beijarem o solo.
Estar no pomar, contemplar as folhas – amarelas, vermelhas, ocres – estremecerem com o
vento uivante e tombarem aos milhares, em ziguezague, como borboletas feridas, é uma
lição de vida.

Das profundezas do coração, a metáfora das folhas aflora.

Sim, é isso.Ser humano é ser como as folhas de outono.

E a mensagem é simples: ser humano é estar sempre caindo.

E a lição entra na alma, como a semente na terra, onde se desenha uma vida nova.
Aceitar a condição humana é ter consciência da fraqueza e da vulnerabilidade. O ser humano
nem sempre está na plenitude de suas forças. Por isso, a lição das folhas outonais sem cessar
retorna.

Aprende-se assim que ser forte não é camuflar as fraquezas, mas ter a humildade de
aprender com elas e crescer. Ser forte é começar a ser mais humano e mais compreensivo. É
aprender a não julgar, nem a si próprio, nem o outro.

Ser humano é aprender a cair sem perder a autoestima e sem deixar de sentir-se
profundamente amado por Deus.

Ser humano é aprender a não esperar demais de si, mas a buscar conforto e segurança em Deus.

“Ao saber do vento,
a folha de outono
vira borboleta…”

Lauro Daros

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