Nova presidência da CNBB é eleita na próxima segunda

A eleição ocorre dentro das atividades da 53ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP). Nesta sexta-feira (17) as atividades tiveram início com a celebração eucarística no Santuário Nacional, hoje presidida por dom Genival Saraiva de França, bispo emérito da Diocese de Palmares (PA) e concelebrada por dom João Oneres Marchiori e dom Ercílio Turco. Rezou-se na intenção dos bispos eméritos.

Após a missa, os bispos permanecem nas dependências do Santuário Nacional, onde participaram de reunião reservada, com a presença do núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello. Pela manhã, os bispos eméritos se reuniram para momento de partilha.
Na segunda parte da sessão de trabalhos os bispos dedicaram  atenção especial às avaliações e nova redação das “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil”.

Um texto sobre o “Dízimo” motivou os trabalhos da tarde. Às 18 horas haverá ainda a sessão solene ecumênica em Ação de Graças pelos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, com a presença de lideranças ecumênicas.

Durante estes dias de Assembleia será ainda discutida e aprovada a segunda edição do texto Pensando o Brasil. Desta vez, o subsídio abordará a temática das desigualdades sociais no Brasil.
O Presidente da CNBB, o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, entrega seu cargo nesta Assembleia.

Atenção com os pobres

O bispo emérito de Palmares (PE), dom Genival Saraiva de França que presidiu a missa deste terceiro dia da 53ª Assembleia Geral da da CNBB, recordou as perseguições sofridas por Jesus Cristo e seus discípulos. “As resistências a Jesus se revelaram de muitas formas na Palestina, notadamente por parte de homens que, embora fossem doutores do conhecimento, não tinham a mente aberta à Boa Nova”, disse.

Para dom Genival, a Igreja deve ter sempre atitudes de compaixão e gestos de misericórdia como Jesus que, diante de uma grande multidão que o seguia, alimentou aproximadamente cinco mil homens. “A partir dos fenômenos da fome do mundo e de outros dramas, da globalização da indiferença, da evidência do comportamento insensível da sociedade, a Igreja tem o dever de lutar pela superação do problema da fome, que afeta milhões de pessoas, com ações que estão ao seu alcance”, ressaltou.

O bispo também lembrou das comunidades que têm multiplicado seus serviços solidários “a irmãos e irmãs que têm a mente sedenta de luz e verdade o corpo faminto de pão e justiça”.

Bispos eméritos
Na homilia, dom Genival recordou que existem hoje na Igreja 147 bispos eméritos. “Somos eméritos apenas em relação ao ofício de bispo diocesano. Daí o fato de continuarmos servindo o povo de Deus de muitas maneiras”, explicou. Disse que os eméritos podem, “como Jesus o fez, alimentar os fiéis com o pão de que necessitam, de esperança em sua caminhada, de escuta em sua solidão, de justiça em sua exploração, de alegria em seu êxito, de formação em sua carência, de graça sacramental em sua espiritualidade”.

Lembrou dos bispos eméritos que por diferentes razões não puderam estar nesta Assembleia da CNBB. “Nos sentimos muito próximos afetiva e espiritualmente”, destacou. O carinho dos fiéis para com os bispos eméritos também foi citado por dom Genival.  “Tratam-nos com afeto e zelo”, disse.

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