Mais de 130 comunicadores, entre religiosas, religiosos, leigas e leigos que animam a comunicação nas congregações e nos institutos, participaram, nesta quarta-feira, 19 de agosto, da formação on-line “Da missão à narrativa: como comunicar e dar visibilidade ao que fazemos”.
Promovido pelo Setor de Comunicação da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), o encontro formativo foi dinamizado pela irmã Neusa Santos, assessora de Comunicação da instituição, e teve como palestrante Pamela Alemán, vice-presidente da SIGNIS Mundial, que vive no Canadá.
A formação apresentou caminhos para transformar ações missionárias em narrativas capazes de aproximar o público das realidades acompanhadas pela Vida Religiosa Consagrada. Segundo a reflexão proposta, dar visibilidade à missão não significa colocar instituições ou seus integrantes no centro das atenções, mas revelar realidades que precisam ser conhecidas e compreendidas.
Durante o encontro, Pamela ressaltou que uma narrativa ganha força quando apresenta rostos, nomes, vozes, lugares e detalhes concretos. Em vez de apenas informar que uma instituição trabalha com comunidades vulneráveis, por exemplo, é possível contar a história de uma pessoa, mostrando sua realidade, seus desafios e as mudanças vividas.
Os participantes foram convidados a identificar os elementos essenciais de uma boa história: quem está envolvido, o que está acontecendo, o que está em jogo, o que mudou e qual detalhe tornou aquela experiência marcante. A formação também destacou que as narrativas precisam encontrar um ponto de conexão profundamente humano, abordando temas como dignidade, medo, esperança, amor e justiça.
Outro aspecto enfatizado foi a responsabilidade ética na comunicação. As pessoas acompanhadas pelas instituições não devem ser tratadas como ferramentas de divulgação. Consentimento, sensibilidade e respeito à dignidade são princípios indispensáveis. Em determinadas situações, preservar a pessoa pode exigir uma mudança de abordagem ou até mesmo a decisão de não contar determinada história.
A formação também incentivou o uso de recursos simples e acessíveis, como fotografias, vídeos curtos, gestos e frases, para tornar a comunicação mais próxima e envolvente. O celular foi apresentado como uma ferramenta importante para registrar momentos e permitir que outras pessoas se aproximem das experiências vividas na missão.
Ao final, ficou o convite para que comunicadores e agentes da Vida Religiosa desenvolvam um olhar atento às histórias que já existem em suas comunidades. Mais do que divulgar atividades, comunicar a missão é ajudar a sociedade a ver, compreender e sentir por que essas ações são importantes.









