Diante das orientações da Cúria Geral e do Governo Provincial, nós Frades Menores Capuchinhos do Brasil Central, nos vimos obrigados a cancelar uma série de compromissos para evitar o contágio com o COVID-19 (novo coronavírus). Para aproveitar esse tempo de quarentena, a Fraternidade São Leopoldo Mandic, de Hidrolândia, realiza esta semana (de 23 a 27 de março) seu retiro espiritual, sob orientação do guardião, frei Moacir Casagrande.

No desejo de compartilhar com vocês a experiência, disponibilizaremos aqui os textos utilizados e os vídeos com as reflexões de cada dia.

Retiro: A arte de construir comunhão

– A benção da diversidade
Texto para a primeira reflexão: faça download aqui
Vídeo da primeira colocação: assista aqui

– O desafio da unidade
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Vídeo da primeira colocação: assista aqui

– A decisão de conviver
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Vídeo da terceira colocação: assista aqui

– A decisão de servir
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Vídeo da terceira colocação: assista aqui

 

Está disponível o roteiro de reflexão para o retiro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos com a pregação de Frei Moacir Casagrande.

Fr. Moacir Casagrande OFMcap.

Primeira reflexão: A Benção da diversidade (1 Cor 12,4-11). “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos” (1 Cor 12,4-6).

Questões:

1 – Eu sou daquelas pessoas que só está contente quando todos concordam comigo? Justificar a resposta.

2 – Qual é o primeiro sentimento que o diferente desperta em mim? Curiosidade, medo, repulsa, etc…

3 – Como reajo eu à esta afirmação: “Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos”?

4 – “Mas é o único e mesmo Espírito que realiza tudo isso, distribuindo a cada um os seus dons, conforme lhe apraz”. Como você aplica isso na convivência diária?

5 – Enumerar algumas lições aprendidas com este texto, para a sua convivência em casa e nas relações com as demais pessoas.

 

Segunda reflexão: O Desafio da unidade (1 Cor 12,12-31). “…todos os membros do corpo, mesmo sendo muitos, formam um só corpo. Assim também acontece com Cristo… vos sois o corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte” (1 Cor 12,12.27).

Questões:

1 – O que mais contribui para o nosso entendimento e união no mosteiro?

2 – O que mais atrapalha nosso entendimento e acordo?

3 – Sinceramente, eu invisto mais energias para que as pessoas me entendam ou para entender as pessoas?

4 – Como aplico no meu dia a dia o que se diz em 1 Cor 12,14-17?

5 – Quem visita a nossa fraternidade/comunidade, vê nela o corpo de Cristo?

6 – Que fatos concretos tenho para provar que eu sou membro do Corpo de Cristo?

7 – Jesus Cristo está contente com a minha participação no corpo dele?

 

Terceira reflexão: A decisão de conviver (Rt 1,1-22). “… para onde fores eu irei, onde for tua morada, será também a minha: teu povo será o meu povo e teu Deus será o meu Deus” (Rt 1,16).

Questões:

1 – Quando Rute fez aliança as coisas estavam de um jeito, mas as coisas mudaram muito. Por que ou para que Rute não desfez a aliança? O que faria eu no lugar dela?

2 – O que eu penso dos argumentos de Noemi, a sogra dela? O que eu diria e faria no lugar de Noemi?

3 – Qual é, hoje, o custo de uma adesão a toda prova? Estou eu realmente preparada para encara-la?

4 – O que significam, para mim hoje, as palavras de Rute, em Rt 1,16-17?

5 – Anotar algumas lições de Rute e Noemi para nosso dia a dia.

6 – Por meio de Noemi, Rute encontrou o caminho da salvação. O que ou quem me ajuda fazer o caminho da salvação? Como acolho isso?

7 – Qual é minha dedicação para acolher e ajudar as pessoas que Deus coloca em meu caminho?

 

Quarta reflexão: Lc 1,26-38. A Decisão de servir. Com ela nasce uma nova humanidade.

1 – Onde está Maria quando é encontrada pelo anjo? Por que ela está ali?

2 – Como o anjo a saúda o que significa isso?

3 – Maria questiona, para entender e não por duvidar. Como são os meus questionamentos com Deus?

4 – Maria, uma jovem começando a vida, mas já tem projeto. Está comprometida em casamento com José. Ela pode responder a Deus sem consultar José e os pais? O que faria eu no lugar dela?

5 – Por que Deus precisa do sim de Maria para realizar seu Plano de Salvação? Ele pode contar comigo?

6 – Maria diz sim, mas não tem ideia das consequências, dos desdobramentos do seu sim. Como foi e como está sendo o meu sim?

7 – O que já aprendi com as surpresas da caminhada do meu sim?

8 – Que votos Maria fez e o que ela fez com seus votos?

 

Quinta reflexão: A graça da comunhão (Jo 15,1-17). “…fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e produzirdes fruto e para que o vosso fruto permaneça...” (Jo 15,16).

Questões:

1 – Por que Jesus fala que ele é a verdadeira videira. Qual é a falsa? Ler Isaias 5,1-7 para entender.

2 – O que significa permanecer em Jesus e porque isso é tão necessário?

3 – Se nós somos os ramos, qual é a nossa missão?

4 – Observe os versos 13 e 14 e veja o seu lugar aí?

5 – Veja quantas vezes a palavra “Permanecer” (ficar) e as palavras “amor e amar” estão presentes no texto. Por que tanta insistência? Para onde a parábola nos quer levar?

6 – Por que Jesus nos escolheu, qual é o objetivo dele? Veja o verso 16. O que faço eu para corresponder?

7 – Como considero os demais ramos da mesma videira? O que aprendo deles e o que faço por eles?

 

Sexta reflexão: Uma construção artesanal (Ef 4,1-7). “Exorto-vos…. a andardes de modo digno da vocação que recebestes…. Procurem conservar a unidade do Espirito pelo vinculo da paz” (Ef 4,1-3). “Quem diz:  Amo a Deus, mas odeia o seu irmão, é mentiroso” (1 Jo 5,20).

Questões:

1 – Tenho o direito de fazer da minha vida o que eu quiser? Justificar a resposta.

2 – Que virtudes precisamos cultivar para conservar a unidade e construir a paz?

3 – Qual é o real fundamento da nossa união?

4 – O que eu preciso priorizar: o investimento na virtude ou na correção do vício?

5 – Cuidado para não confundir unidade com uniformidade. A unidade só se constrói mantendo as diferenças, a uniformidade pretende eliminar as diferenças.

6 – Como manifesto, na prática, meu amor para com os outros?

7 – Assim como não existe uma pessoa igualzinha à outra, também não existe uma comunidade igualzinha à outra. Se existir, algo não está bem. Como você exercita essa afirmação?

 

Sétima reflexão: Pró-atividade (Oração de São Francisco). “Que eu procure mais, consolar, que quer consolado”.

Atividade: Favor tomar cada uma das 8 iniciativas que estão na primeira parte da oração e ver na qual eu mais me encaixo. Verificar o que, na prática, estou fazendo. Tomar depois os outros três pedidos: Consolar, Compreender, Amar e aplicar na relação das pessoas de sua convivência. Sou uma pessoa de iniciativa ou fico sempre esperando por alguém? Nas minhas iniciativas procuro escutar as outras pessoas e considerar a expressão delas?

 

Oitava reflexão: Gratuidade (Lc 17,11-19 e Mt 5,43-48). “Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis. Os publicanos não fazem a mesma coisa (Mt 5,46)?

Questões:

1 – Por que só o samaritano voltou para agradecer? Porque Jesus o chama de estrangeiro?

2 – Quem são os estranhos para mim? Como os trato? Como eles se sentem comigo?

3 – O que significa, na prática, a exortação de Jesus em Mateus 5,46, neste momento para nós?

4 – O que prevalece em mim: o habito de agradecer ou de reclamar? Favor justificar.

5 – O que explica a força de doação que irmã Dulce tinha para com os deserdados?

6 – Se eu desse uma nota de 0 a 10 para minha prática de gratuidade, qual seria? O que me anima e o que me dificulta essa prática?

7 – Gratuita é a pessoa que ajuda sem intenção de receber algo em troca ou de ser reconhecida por isso. Como me vejo nessa realidade?

 

Nona reflexão: Integração (Mc 3,1-6 e Is 42,1-9; Jo 3,17 e 12,47). Não destruir, mas reconstruir a casa morando dentro dela. “Meu servo não quebrará a cana rachada, nem apagará a mecha que ainda fumega...” (Is 42,3).

Questões:

1 – Sou uma pessoa que reconhece e valoriza o pouco de bom que existe ou acentuo sempre a imperfeição que existe? Já consegui descobrir porque sou assim? Para onde, na prática, isso me leva?

2 – Se eu rejeitar tudo o que em mim não é perfeito, o que restará?

3 – Somente a prática do bem pode acabar com o mal, não por eliminação, mas por transformação. Como eu encaro isso?

4 – Preste atenção na prática do Messias segundo nos relata o profeta Isaias 42,2-4. Veja ponto por ponto e compare com a sua prática.

 

Décima reflexão: Fraternidade (Cl 3,12-17). “Revesti-vos de sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão, benevolência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente…” (Cl 3,12-13).

Atividade: elementos essenciais para cultivar a fraternidade.

Preste atenção em cada um dos dez verbos da exortação que Paulo faz à comunidade de Colossos:

Revestir-se de sentimentos; suportar-se; perdoar-se; revestir-se da caridade; fazer reinar a paz; ser agradecido; ensinar-se; admoestar-se; fazer tudo em nome de Jesus; Por tudo dar graças a Deus (Cl 3,12-17).

Coloque-se no lugar deles e traga-os para a sua comunidade-fraternidade, veja onde você pode ser iluminada e que iniciativa você precisa tomar para corresponder à exortação.

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