Religiosos brasileiros vão às ruas de Roma pedir o fim do Tráfico de Pessoas

Por Rosinha Martins| 08.04.14| Com o tema  “com a vida não se joga”,  religiosos e  religiosas brasileiras que vivem em Roma reuniram  nas ruas daquela cidade, no último dia 6,  cerca de 150 brasileiros e brasileiras que, em comunhão com a Igreja do Brasil, pedem o fim do Tráfico de Seres Humanos. Aos brasileiros e brasileiras se juntaram religiosos italianos, Argentinos, Indianos, Indonésios e Filipinos das diversas casas religiosas existentes na capital italiana.

A caminhada teve início na Capela de Nossa Senhora de Lourdes, na via Sistina, centro histórico de Roma, com a Celebração Eucarística presidida pelo missiólogo  e assessor teológico do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o padre Paulo Suess.  Em sua homilia Suess ressaltou que a tarefa da comunidade cristã é  proporcionar experiências de ressurreição a todos aqueles que se encontram à margem da vida.

De acordo com padre Gimesson Silva, Missionário Dehoniano, membro da equipe de coordenação do evento,  a caminhada acontece em sintonia com o convite do Papa Francisco que desde o início do seu pontificado sugere uma ‘Igreja pobre e para os pobres”.

A escolha do tema “com a vida não se joga”, se deve ao fato de o mundo estar voltado para a Copa de 2014. Megaeventos como este, são  ocasiões propícias  para o  Tráfico de adolescentes, mulheres e homens, para fins de exploração sexual.

“A realidade do trafico humano “deixa mais fragilizada a mulher e as crianças e que, os países desenvolvidos devem se sentir os primeiros responsáveis no combate a este tipo de situação”, afirmou Irmã Rosimery Gomes, da Congregação das Irmãs Lurdinas, membro da Equipe de coordenação do evento.

O missionário Scalabriniano, padre Eduardo Pizzuti, se viu emocionado com a liberdade com que os Religiosos e Religiosas se expressaram, chamando a atenção dos peregrinos, em frente a Basílica de São Pedro. “Se expressaram de forma espontânea e celebrativa, embora estivessem recordando e denunciando a trágica realidade do trafico de pessoas”. Padre Puzziti disse ainda que a caminhada  “chamou a atenção para o engajamento da Igreja no Brasil que traz durante a  Quaresma o aspecto da fé unido a uma questão social que precisa de conversão, e  desta vez o trafico humano.  A Oração do Angelus rezada pelo Papa Francisco na Praça São Pedro, marcou o encerramento da Caminhada Penitencial. Ao aparecer na Janela, o Papa Francisco foi acolhido com um sacolejar de bandeiras verde e amarelas e saudou os Religiosos do Brasil: “Saúdo o grupo brasileiro ‘Fraternidade e Tráfico Humano”.

Fonte: Arlindo Pereira Dias, membro do RBR/ radiovaticana.va

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