Novas Gerações discute o lema “Ardia nosso coração quando Ele nos falava no caminho” ( Lc 24, 32)

Irmãos e irmãs consagrados ao Senhor vivenciam o congresso como discípulos de Emaús, partilhando, vivendo e buscando uma nova forma de ser Igreja

Por Tiago Melo| Sorrisos largos, olhares acolhedores e um grito de bom dia. Pela manhã do dia 10, segundo dia do II Congresso Novas Gerações em Aparecida (SP), os jovens religiosos se reuniram no Auditório do Santuário Nacional de Senhora de Aparecida, para um momento orante. Logo após a essa experiência em que os jovens religiosos em uníssonos, louvaram ao Pai, por todas as maravilhas realizadas em suas caminhadas, iniciou a palestra com a irmã Annette, religiosa belga da Congregação das Irmãs de Santa Maria.

A missionária explanou o lema do congresso: “Ardia nosso coração quando Ele nos falava no caminho” (Lc 24, 32). O caminho de Emaús, além de ser uma experiência de caminhada e partilha, é relacionado ao sofrimento com a vida humana e esse é como que a face escondida de Deus. “Não sabemos integrar o sofrimento à pauta da vida,” ressaltou a religiosa.

A história de vida de Irmã Annette, missionária no Nordeste há 38 anos, no Estado de Sergipe, é um exemplo de entrega à vontade de Deus por meio da consagração. “Estar no meio do povo, ser pão partilhado para um povo partido é missão do irmão, da irmã”, declara. Com uma voz suave, mas como quem tem autoridade falou: “Os religiosos não são mais as crianças que esperavam chegar o pedaço de pão partido pelos pais, mas sim, os próprios pais que agora partem e distribuem.”

Depois de trabalhar com o lema do congresso, irmã Annette propôs os quase 800 congressistas reunirem-se em pequenos grupos para a partilha e a experiência de Emaús.

A palestrante, com sua simplicidade e sábia pedagogia, visitou os grupos e observou o desenvolvimento dos trabalhos propostos. Muitos eram os comentários, muito mais eram as provocações criadas com a conferência. O entusiasmo e a ousadia profética da vida religiosa consagrada, precisamente dos novos religiosos, deve ser o que transforma e transformará essa realidade da Igreja do Brasil e do mundo, ressaltou irmã Annette.

O congresso reuniu não apenas religiosos e religiosas de todos as regionais da CRB – Conferência Nacional dos Religiosos, mas outras partes do mundo. “É uma alegria poder participar deste congresso e ver como a Igreja do Brasil é viva e que existem religiosos dedicados à missão”, declara uma religiosa paraguaia das irmãs Beneditinas da Divina Providência.

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