Missionários da Consolata elegem nova direção para o Brasil

Reunidos em Assembleia Regional, os missionários da Consolata no Brasil retomaram as decisões do último Capítulo Geral da congregação realizado em 2011 na Itália, avaliaram suas atividades e apontaram perspectivas para o futuro.

A Assembleia que aconteceu em São Paulo, nos dias 15 a 19 de julho, abriu os trabalhos com uma reflexão sobre conflitos geracionais na Vida Religiosa, tema desenvolvido pelo frei Messias Rodrigues, religioso capuchinho de Curitiba (PR). “A vida fraterna relacional entre religiosos idosos e jovens na comunidade deve se sustentar na compaixão mútua”, afirmou o frei ao falar sobre saúde relacional na comunidade.

Na sequência foram apresentados relatórios sobre as atividades das várias secretarias, tais com a Animação Missionária e Vocacional, formação de base, comunicação e administração. O superior Regional em exercício, padre Luiz Emer, apresentou o relatório das atividades realizadaspela Direção nos último triênio. Em sua explanação salientou que percebe “debilidades e problemas, mas também riquezas e valores, muita doação e espírito missionário. Precisamos caminhar com mais agilidade e decisão para oferecer à Igreja e à sociedade, o nosso carisma de ir às fronteiras, ao encontro do outro, do diferente, do desfavorecido”.

Segundo padre Emer, a congregação no Brasil, deveria ir além das paróquias. “A partir de uma paróquia, deveríamos prestar um serviço qualificado nas situações que clamam por compaixão, solidariedade e consolação, sem medo nem pena de deixar o conhecido e sair ao encontro do nosso Ad Gentes”, sublinhou.

Hoje, o Instituto Missões Consolata (IMC) no Brasil, é responsável por dez paróquias, dois centros de Animação Missionária, dois seminários e um propedêutico. Além disso, desenvolve projetos socais, edita a revista Missões e mantém o site (www.revistamissoes.org.br)

A partir do último Capítulo Geral, a congregação intensificou um trabalho articulado que abrange todo o Continente americano. O projeto continental está focado em algumas causas missionárias tais como, pastoral afro, povos indígenas, pobrezas urbanas, comunicação, juventudes e justiça e paz.

Nesse sentido os missionários da Consolata se preparam para uma nova frente de missão especialmente dedicada à pastoral afro. A Assembleia tomou conhecimento de um estudo feito por uma equipe em duas cidades do Rio de Janeiro: Campos dos Goytacazes e Nova Iguaçu. A nova Direção Regional continuará o discernimento.

Participaram da Assembleia 60 missionários de várias nacionalidades atuando na Bahia, Distrito Federal, Paraná e São Paulo comunidades que compõem a Província.

Nova Direção

Momento central na Assembleia foi a eleição da nova Direção Regional do IMC no Brasil, para um mandato de apenas dois anos. Para superior foi reconduzido no cargo, padre Luiz Carlos Emer. Padre Moisés Fachini foi reeleito vice-superior e 1º conselheiro. Os padres Aquiléo Fiorentini, Job Masyula e Jaime C. Patias, completam o quadro dos conselheiros.

Na missa da posse realizada nesta sexta (18), e presidida por dom Giovanni Crippa, IMC, bispo de Estância (SE), após agradecer os membros do Conselho cessante, padre Emer falou sobre a nova Direção. “Acolhemos esta tarefa em espírito de fé, acreditando que Deus nos pede esse serviço mesmo não possuindo todas as qualidades. Isso serve de estímulo para caminhar”, afirmou. “Estou muito feliz com os colegas que agora compõem a nova Direção, pela experiência de todos”.

Durante a missa os jovens seminaristas Sandrio Cândido e Leandro Baseggio fizeram a entrada no Postulado, período que antecede o Noviciado. A celebração contou também, com a presença de dom Servílio Conti, IMC, bispo emérito de Roraima, que em seus 97 anos de vida, acompanhava atentamente desde sua cadeira de rodas cravada diante do altar. A cena simboliza bem a realidade da Vida Religiosa e missionária: “enquanto uns vão entardecendo, outros vêm amanhecendo”.

O vice-superior regional, padre Moisés Fachini leu trechos do seu diário escrito há alguns quando se encontrava nas missões da Tanzânia, África. “A missão não depende do lugar, do quanto a gente pode fazer, mas de estar totalmente presente onde Deus nos quer”, disse padre Moisés. “Às vezes custa, mas quando a gente se dedica totalmente, algo pode acontecer. Para serem missionários, vocês não dependem de superiores, do lugar, das pessoas, mas de uma grande fé e do sentido que se dá a tudo isso. Com esse espírito, podem crer, vai dar certo”, arrematou.

O Instituto Missões Consolata, congregação fundada em Turim, no norte da Itália, em 1901, conta hoje com mais de mil membros provenientes de 21 países, trabalhando em quatro continentes. O Instituto chegou ao Brasil em 1937 e conta com cerca de 50 missionários atuando nos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal. No Seminário Teológico Internacional do bairro Ipiranga, em São Paulo, estudam dez seminaristas, em sua grande maioria proveniente da África. Outros 11 jovens concluíram a teologia e fazem agora trabalhos pastorais em diversas comunidades. Neste domingo, dia 20 de julho, quatro deles serão ordenados diáconos.

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