Missionária brasileira chora ao relatar situação dos imigrantes na Europa

Por Rosinha Martins| 12.05.2015|  O tema das imigrações tem ganhado relevância na imprensa mundial por causa dos milhares de imigrantes, que tem morrido nos últimos meses no mar mediterrãneo, tentando a travessia para o sul da Itália. Esses povos imigrantes, na sua maioria homens jovens, são originários da Síria, da Palestina e da Eritréia.

Missionária há  mais de  25 anos na Europa,  a religiosa  mineira,  da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas,  Irmã Maria Helena reside na Reggio Calabria, sul da Itália que dista 2,5km da costa siciliana onde chegam constantemente os imigrantes.

A missionária faz um relato emocionante. Ao ser interrogada sobre os seus sentimentos ao ver os imigrantes naquelas condições, a Irmã chora. Aliás, todas as missionárias que contaram suas experiências com esses imigrantes até agora, movidas por um grande sentimento de compaixão não conseguem conter as lágrimas, porque afinal de contas, é uma situação desumana diante da qual muitas vezes a impotência fala mais alto.

As primeiras atitudes das Irmãs na chegada dos imigrantes é tratar da saúde, pois grande parte chega sem pele, com queimaduras cujas quelóides levarão consigo para o resto de suas vidas. “No desembarque de Palermo, em julho do ano passado o que mais me impressionou foi uma barca, perdida no mar com sirianos e palestineses. Como maior parte deles são de cor branca, branca, muitos chegaram sem  pele no rosto e nas mãos (…) Ao passar creme para hidratar, a pele ficava na minha mão”, conta.  Ouça a reportagem que a Rádio Vaticana fez com Irmã Maria Helena.

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A travessia

De acordo com informações da Rádio Vaticana, a travessa dura 15 horas quando os ventos e as embarcações são favoráveis, porém, eles podem  ficar à deriva  no mar  por dias a fio. A grande maioria são originários do norte da África.

O pedido de refúgio, segundo informações da Veja, quase sempre é negado e são devolvidos ao país de origem. Os imigrantes tendem a permanecer até conseguirem asilo.

Combate

Partidos de extrema direita da Europa usam o argumento da crise econômica para defenderem a lei anti-imigração.

Imigração como negócio

Os imigrantes atravessam o mediterrâneo em botes ou embarcações superlotadas, sem as mínimas condições de segurança . Uma viagem pode custar até 10mil reais individual, o que torna a imigração um grande negócio, pois uma embarcação pode gerar até um  milhão de dólares.

Fonte: Rádio Vatican/veja,G1

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