Formadores de seminário estudam tema do 2º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas

Por Roseli Lara| 21.05.2015| Como parte das atividades de preparação para o 2º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, encerra nesta sexta (22), no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília, mais uma edição da Semana de Formação para Formadores de Seminário. O tema acompanha a reflexão do Congresso: O missionário presbítero para uma Igreja em saída.

A iniciativa é promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e pelo CCM, com o propósito de estimular uma formação que coloque a missão no coração dos presbíteros, além de motivar a formação de Conselhos Missionários de Seminaristas (Comise), formação missionária para seminaristas e presbíteros (Formise) e experiências missionárias sem fronteiras. Participam 10 sacerdotes, entre reitores e formadores de seminários.

Dom Giovanni Crippa, bispo de Estância (SE) retomou com os formadores, vários documentos da Igreja para resgatar a identidade e a missão do presbítero. Disse que “é preciso tomar consciência de que a formação pastoral-missionária se constitui no princípio unificador de todo o processo formativo”.

O bispo enfatizou que conforme “as Diretrizes da Formação dos Presbíteros no Brasil (Doc. 93 da CNBB), a vida e a missão do presbítero são marcadas por uma intencionalidade pastoral missionária, que deve configurar todo o processo formativo. A missão é inseparável do discipulado. Por isso, não deve ser entendida como uma etapa posterior à formação, conforme diz o Documento de Aparecida”.

Dom Crippa trouxe ainda vários ensinamentos do papa Francisco que pede “presbíteros com cheiro de ovelhas e um coração que se comove” e apontou algumas características de uma formação missionária, como o estudo da missiologia, o espírito de doação, a oração como fonte da missão e o serviço como um valor sobrenatural.

Na avaliação do padre Vilauba Alves da Fonseca, reitor do Seminário São João Paulo II da diocese de Camaçari (BA) a formação voltada para uma pastoral missionária é muito positiva e está plenamente de acordo com os apelos da Igreja.

“Procuramos conhecer primeiro quem é o seminarista, de onde veio, como ele vive. A partir daí apresentamos as realidades das “Amazônias” particulares e ad gentes. Há pouco havia regiões com 50 comunidades para um presbítero. Então, em nossa diocese não existe padre de sacristia ou meramente de templo. Os presbíteros são de fato missionários”.

Padre Estêvão Raschietti, secretário executivo do CCM refletiu sobre a teologia e a espiritualidade da missão conforme o documento elaborado pelo conselho Missionário Nacional (Comina) sobre a cooperação missionária. “O Concílio Vaticano II afirma que a missão não é uma atividade de propaganda da Igreja, mas é uma essência que tem origem no ‘amor fontal’ do Pai, um amor que sai de si por sua própria natureza”, explicou padre Estêvão.

O secretário da Pontifícia União Missionária, padre Jaime C. Patias, por sua vez, mostrou como funcionam os organismos de cooperação missionária na Igreja com destaque para os Conselhos Missionários de Seminaristas (Comises). Os formadores apontaram caminhos para inserir o Comise no projeto pedagógico de formação em vista de uma maior sensibilidade missionária. Nesse sentido, as experiências de missão durante as férias dos seminaristas foram apontadas como iniciativas importantes no processo formativo.

O 2° Congresso Missionário Nacional de Seminaristas será de 9 a 12 de julho, em Belo Horizonte (MG).

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