“Aprimorar as relações entre Religiosos e Clero Secular é fundamental”, diz padre Orestes

Por Rosinha Martins| 25.01.14| A CRB Nacional-Conferência dos Religiosos do Brasil participa do 2º Seminário sobre Formação Presbiteral que acontece em Aparecida-SP, representada pelo religioso salesiano e membro da Diretoria Nacional da CRB, padre Orestes Carlinhos Fistarol, sdb,  e pelo agostiniano e membro da Equipe Interdisciplinar da CRB, frei Luiz Matos.

Na manhã desta sexta, 24, padre Orestes foi convidado a fazer algumas considerações sobre o Seminário.  O padre saudou o grupo em nome do presidente Irmão Paulo Petry e da Diretoria Nacional e agradeceu o convite feito para participar do evento.

Padre Orestes informou os presentes sobre os números estatísticos da Vida Religiosa no Brasil. São 418 Institutos e Sociedades de Vida Apostólica no território nacional. Desses, 376 são de vida apostólica ativa e 42 de vida monástica e nesse universo, o número maior é de consagradas. São 322 Institutos femininos com cerca 32 mil Irmãs e 96 Institutos masculinos que somam 3.718 padres e irmãos.

Sobre a temática da formação, padre Orestes ressaltou que a Conferência tem grande preocupação em âmbito nacional, regional e local com a formação de seus membros e que um número significativo de projetos levados adiante pela Conferência estão voltados ao processo formativo de seus membros. “Os grandes beneficiados e beneficiadas são os institutos e congregações pequenos porque do ponto de vista da organização,  às vezes não têm condições de oferecer uma  formação de qualidade”, disse.

Ainda de acordo com padre Orestes, o perfil do jovem que entra nas  comunidades religiosas é muito parecido em todos os aspectos com o perfil dos jovens descrito  durante  o Seminário, pelo assessor padre Manoel Godoy, fruto das respostas que vieram dos seminários e casas de formação.

“São jovens culturalmente novos com aspectos positivos e que apresentam desafios do ponto de vista da formação. Os desafios de hoje exigem soluções novas e estas não estão prontas. Torna-se indispensável o diálogo entre as equipes formativas e o conhecimento da realidade juvenil”, afirmou.

Padre Orestes enfatizou, também, que um dos desafios é crescer sempre mais na mentalidade projetual que ultrapassa a mera elaboração de um plano feito em conjunto. “Podemos errar em muitos campos, mas não no campo da formação, o que significaria arruinar gerações, por em xeque a missão e comprometer a instituição eclesial. A formação é a resposta que damos ao chamado do Senhor. Significa que ela é tarefa, resposta ao dom de Deus. Diante disso nós crescemos na consciência de que não existe uma etapa mais importante que a outra e de que nossa formação não acaba nunca”.

Ao final de sua fala, padre Orestes fez um apelo aos formadores presentes no que se refere à comunhão e à unidade. “Nós, que trabalhamos nas casas de formação, temos zelo pela formação do clero, da Igreja. Acho que deveríamos fazer um grande esforço para o aprimoramento das relações mútuas dentro das Igrejas Particulares. É desagradável ver que em algumas dioceses existem rixas entre religiosos, religiosas, membros do clero secular, o que é um grande contratestemunho para o crescimento do Reino. O grande prejudicado é o nosso povo”, assegurou.

Segundo ele, o apelo se dirige primeiramente aos religiosos e às religiosas. “Nós, religiosos e religiosas, precisamos nos formar cada vez mais com a consciência de que não somos dioceses dentro das Diocese; de que damos nossa contribuição com o carisma específico dentro da Igreja Particular, somando forças em unidade com o bispo diocesano, o clero e todas as lideranças. Também é importante que os membros do clero secular cresçam sempre mais na consciência de que dentro da Igreja Particular o Senhor suscita muitos carismas. Estes são colocados a serviço da Igreja e do povo. Isto significa uma riqueza para a Igreja. A comunhão nas bases é fundamental para o crescimento do Reino de Deus. Oxalá se possa crescer sempre mais nessa consciência”, concluiu.

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