29 de julho: Um ano do desaparecimento de padre Dall’Oglio

Por Rosinha Martins| 29.07.14| “Gostariamos de abraçá-lo, mas também estamos prontos para chorar”, disse uma parente de padre Dall’Oglio, em mensagem divulgada pela família do sacerdote, para o dia 29 de julho de 2014, quando completa um ano que Dall’Oglio foi raptado na Síria.

“Pedimos aos responsáveis pelo seu desaparecimento que nos faça saber qual foi a sua sorte”, continua a mensagem.

Padre Paolo Dall’Oglio, nasceu em Roma, no dia 17 de novembro de 1954.  Entrou na Companhia de Jesus em 1975 e em 1982 conheceu o mosteiro católico siríaco Mar Musa. Em 1984 ordenou-se sacerdote do rito siríaco católico e passou a coordenar o mosteiro.

Muito conhecido na síria, Dall’Oglio se destacava por apoiar a revota contra Assad, iniciada em 2011. O padre tinha como missão convencer um grupo islâmico extremista a libertar seus prisioneiros e suspender os combates que espalharam a violência por todo nordeste do país.

Seu desejo era convencer o Estado Islâmico, que na época  lutava contra as milícias curdas, a libertar os prisioneiros e propor aos curdos, um cessar-fogo.

Testemunhas afirmam que o padre dedicou sua vida tentando o diálogo entre a Síria e o Islã. “Ele estava totalmente sereno sobre o risco que corria”, disse em entrevista o presidente da Relief and Reconciliation for Syria( Assistência e Reconciliação para a Síria), Friedrich Bokern.

Desde o dia  29 de julho de 2013, quando  padre Dall’Oglio entrou na sede do Estado Islâmico, nunca mais se soube notícia do seu paradeiro.

Em agosto de 2013, as comunidades masculinas e femininas do mosteiro onde residia Dall’Oglio fizeram dias de oração e jejum pela libertação do co-irmão.

Na época, o responsável pela comunidade, padre Jacques Mourad  afirmou que vivia  um sofrimento extremo. “Desejamos que os países ocidentais assumam uma posição ‘justa’ diante desta tremenda crise na Síria. A posição ‘justa’ significa rejeitar toda forma de violência, parar as armas, não colocar um contra o outro, defender e proteger os direitos humanos”, se expressou.

“Não podemos aceitar ou apreciar uma intervenção de potências estrangeiras. Continuamos na nossa missão que é aquela de elevar a Deus um culto espiritual, sobretudo para educar os jovens no diálogo à paz”, relatou a superiora da comunidade feminina, Irmã Houlda Fadoul.

 

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