É Maria quem nos aponta para a Fraternidade

Ir. Luiz Carlos Lima, Noviço Marista.

 

Na cena evangélica das Bodas de Caná (Jo 2,1-11), é Maria quem comunica a Jesus que naquela festa faltava algo essencial: vinho. Hoje ela continua indicando aos seguidores de seu Filho quais os vinhos que ainda lhes faltam na vida.

A Fraternidade é vinho que anima a espiritualidade do Religioso Irmão, principalmente em um mundo onde o individualismo e o egoísmo fazem tantos pessoas viverem em angustiante solidão, mesmo estando em meio a tantas outras pessoas e redes de comunicação.

Também a Humanidade é vinho para os Religiosos, que não são super-homens, mas humanos como e com os demais humanos. Uma realidade tantas vezes negligenciada na vida consagrada, onde, com frequência, as pessoas se esquecem do barro de que foram geradas. A consciência de ser obra do próprio Deus (Gn 2,7) – que o teceu no seio materno e desde lá já o conhecia e amava (Sl 139) – abre ao ser humano uma infinidade de possibilidades, apesar de seus limites.

O vinho novo é o próprio Jesus – que em seu amor e misericórdia – gera e faz florescer vida na vida consagrada. Ele é o Sol, a Luz (Jo 8,12) e a Força que anima os Religiosos a trabalharem em sua própria transformação, desde o barro de sua humanidade, para juntos – em comunidades fraternas – converterem-se em seres de luz e em vinho novo, com sabor de fraternidade e de humanidade.

A Luz, que é Jesus, congrega os Religiosos e faz deles irmãos universais. Maria – peregrina na fé (LG. 58) – indica-lhes o caminho a seguir: como irmãos do irmão maior, Jesus, devem ter nele seu ponto de partida e de chegada (Jo 14,6), enquanto colaboram com o Mestre de Nazaré na construção do Reino de Deus (Mt 25).

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