Por Ervino Martinuz | Karon, 22 ago (SIR) – Agredidos, insultados e surrados por cerca 150 pessoas: foi o que ocorreu a dois sacerdotes jesuítas e a duas religiosas que trabalham com membros da tribo Santal em uma missão católica em Karon, na Índia. O ataque ocorreu três dias atrás. A desencadear a cólera do grupo parece ter sido a morte de um menino de 7 anos, que se hospedava na estrutura administrada pelos religiosos católicos. Todavia, os jesuítas da Província de Dumka-Raiganj – que administram a missão – suspeitam do envolvimento dos grupos radicais hindús Rashtriya Sawayamsevak Sangh (Rss) e Bajrang Dal.

No último dia 2 de agosto um menino começou a sentir fortes dores no estômago. Preocupados, os membros da missão levaram imediatamente o menino para o hospital local, onde infelizmente faleceu. Os médicos informaram que se tratou de uma parada cardíaca. Sacerdotes e religiosas levaram o corpo do menino até seu vilarejo, que se encontra no Distrito de Chittaranjan.

Enraivecidos pelo que ocorreu, os habitantes primeiro detiveram os religiosos, e depois os deixaram ir. “Tínhamos pedido a eles um novo encontro – disse à agência AsiaNews o Padre jesuíta Michael Panimegam, Diretor da missão – e no dia 18 de agosto se apresentaram cerca 150 pessoas, entre as quais os pais da criança. Pouco depois do início do encontro o pai do menino se aproximou e me deu um tapa, contou o sacerdote. Então outros começaram a quebrar os vidros das janelas, destruir os objetos da casa, e a mãe do menino começou a me bater”. As mulheres do grupo – cerca 60 – atacaram a Irmã Sahaya, que dirige a escola da missão. “Puxaram-na pelos cabelos e pelo vestido – recordou o sacerdote – e depois começaram a bater nela”. Também bateram em outra religiosa. A intervenção da polícia dispersou os agressores. Um dos sacerdotes presentes no momento da agressão, Padre Salomon, teve ferimentos na cabeça. Antes de ir embora, o grupo pediu um ressarcimento de 1 milhão de rupias, mas os missionários não aceitaram.

O incidente deixou os sacerdotes e as religiosas transtornados. Todavia, eles estão convencidos de que foram os fundamentalistas hindus a fomentar a comunidade, usando a dor dos pais pela perda dos filhos. “Perdôo os meus agressores – disse à agência AsiaNews Padre Panimegam – e com a graça de Deus e do seu Espírito continuarei a servir esta comunidade de Santal através da missão educativa dos jesuítas”. Fundado em 2004, o Centro Missionário tem como nome Deepshikha, “Tocha” e compreende também um dormitório e uma escola. Em 2005 chegaram algumas religiosas da Congregação da Imaculada Conceição, que assumiram a administração da escola.

Fonte: verbonet

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