Assessoria de Comunicação |18.07.13 |  A CRB Nacional – Conferência dos Religiosos do Brasil elegeu na manhã desta quarta, 17, como presidente da entidade, o religioso da Congregação de São João Batista de La Salle, Paulo Petry.

Irmão Paulo será presidente no triênio 2013 a 2016. Pela segunda vez na história da vida religiosa do Brasil um religioso não ordenado é eleito presidente. O primeiro irmão a assumir presidência da Conferência foi Irmão Claudino Falchetto, fms, no período de 1983 a 1989.

Irmão Falchetto, ao saber da eleição de Irmão Paulo, além de parabeniza-lo deu algumas sugestões, as quais ele acha muito importante como Irmão que já teve experiência nesta missão de presidente no período pós-ditadura militar. “Parabéns ao Irmão”! Diria, também, que é fundamental centrar o trabalho no essencial da Vida Religiosa e ajudar as congregações indistintamente, pois será presidente da ‘Vida Religiosa’. Quanto mais mantiver essa relação de comunhão mais fortalecerá a CRB, disse.

De acordo com o Irmão, o período da sua gestão estava situado num contexto que se falava e percebia uma vida religiosa muito ‘centrada nos centros’. A partir destes clamores, a VR partiu para a Amazônia, foram criadas as regionais, houve a consolidação do sistema administrativo, o grupo da vida religiosa inserida, GRENI (grupo de religiosos negros e Indígenas) e eu contava com um grupo de 12 assessores executivos, relatou.

Religiosos e Religiosas de todas as partes do Brasil expressaram sua impressões em relação à eleição de Irmão Paulo.

Eu acho que foi uma boa escolha pela preparação que tem esse Irmão.  É uma pessoa
dedicada à Vida Consagrada e já deu demonstração  prática, é dedicado, alinhado com a CRB, com seus princípios e valores, com a Igreja,  o que acho muito importante. Um homem de conhecimento vasto, não só em nível brasileiro, mas latino-americano e mundial. E eu acho que foi a melhor escolha que nós tínhamos a fazer, e eu espero que ele faça um bom governo, relatou Irmão Joaquim Sperandio, fms, da Província Brasil-Centro Sul. Sobre o processo eletivo, Irmão Joaquim elogiou a dinâmica que envolveu a todos na hora da eleição. Segundo ele, a eleição se realizou de forma democrática, favorecendo troca de ideias nos intervalos da Assembleia. “Eu acho que se todas as eleições dos nossos políticos brasileiros fossem tão sérias tão assumidas por todos como essa, o Brasil  estaria melhor”.

“Pensando nessa possibilidade de um novo projeto com a pessoa do Irmão que foi eleito eu acredito que nós temos alguns percursos a fazer, que até agora nós vínhamos tentando, mas ainda não conseguimos alcançar, que é o de reaproximar um pouco a vida masculina da CRB”, disse o Irmão marista José Wagner da Cruz, presidente da CRB Regional Brasília. Segundo ele, os sacerdotes, de um modo geral, os padres, estão distantes e é preciso descobrir, com estratégias bem definidas, como que é possível se resgatar estes homens para dentro da CRB. Segundo ele, é importante também continuar trabalhando a questão de gênero. “É preciso deixar as mulheres assumirem os espaços que a elas competem e os homens compondo nestes espaços”, ressalta.

“A identidade de Irmão é algo profético e como Irmão eu sinto que a nossa identidade é pouco entendida e interpretada, inclusive pelas religiosas em alguns momentos”, revela, dizendo que neste sentido é possível avançar muito, pois para ele as identidades que compõem o mosaico da vida religiosa no Brasil são específicas, mas complementares num projeto comum que é o Reino de Deus. “Eu tenho certeza de que Deus tem movimentado a nossa Conferência para poder nos aportar profecia e novos projetos. A vinda do Ir. Paulo Petry vai dar uma grande continuidade no projeto como um todo e trazer aprofundamentos e alguns resgates que precisamos com urgência fazer”, concluiu.

“Eu achei muito interessante. Irmão Paulo é uma pessoa muito próxima. A CRB já teve por um tempo o governo de mulheres e, eu acho que é muito bom  poder contar com um  irmão que tem muito conhecimento e jeito para lidar com as mais diversas instâncias da Igreja. Acho que um outro  fator importante que deve ser considerado é esse olhar de ‘irmão’ para a realidade que nós estamos vivendo da identidade da Vida Religiosa  no atual contexto”, disse  Irmã Carolina França, mscs, de Ji-paraná-RO”.

“Coração grande, mente aberta e asas são as três coisas que a presidente em exercício Irmã Márian Ambrosio disse desejar ao novo presidente.” A primeira coisa que eu desejo ao Irmão Paulo é um coração muito grande, onde caibam 35 mil religiosas, cada um com um nome, um rosto, uma cultura, uma realidade, um projeto de vida. Desejo a ele uma mente muito aberta, porque as transformações são grandes, os desafios exigem uma atualização permanente, uma capacidade de captar as mensagens que vem da vida religiosa e de aprofundar e encontrar um caminho de iluminação. A terceira coisa que eu desejo é asas. Quero que ele tenha asas para voar porque o Brasil é tão grande e a presença de um presidente é muito necessária. As pessoas gostam de ver de perto, de abraçar, de acolher, de ouvir uma mensagem. Se ele tiver um coração grande, uma mente aberta e duas assas para voar, vai ser uma gestão muito linda’, afirmou.

Irmã Kelly Cristina Borges Lobato, 28, da Congregação das Irmãs Ursulinas de São Jerônimo de Somasca, Teresina-PI, falou sobre suas expectativas. Para ela é fundamental que a nova presidência continue apoiando os projetos da juventude da Vida Consagrada. “Que ele continue com esse olhar sobre as novas gerações dando  oportunidade para que as novas gerações tenham voz  e vez para se expressar. Participar de uma assembleia como essa  que está sendo magnifica, é realmente dar  a possibilidade de a gente ter voz , podendo mostrar o rosto da vida religiosa jovem,  e sentir que a gente é bem acolhido.  Que ele continue esse trabalho com as novas gerações”.

“Acredito muito nessa questão da continuidade, acho que uma coordenação não deve chegar  e ceifar tudo aquilo que foi preparado pela coordenação anterior, creio e espero do Irmão Paulo esse carinho amoroso para com as novas gerações, não no
sentido  de nos dar espaço até porque nós somos também religiosos, mas oportunidade também mostrar nosso rosto. Uma vez que a Vida Religiosa jovem, as novas gerações dá sua contribuição.

Irmão Edmilton acredita que a vida religiosa jovem pode ajudar o novo presidente a concretizar os sonhos e anseios da Vida Religiosa do Brasil. “Eu acho que naquele projeto da própria CRB nacional que trata da leveza, através de temas  transversais, de formar uma comissão inter-regional das  novas gerações para que possamos estar pensando esse trabalho junto da coordenação geral”, relata o Irmão Edmilton Neves Romão, Mora no Rio de Janeiro, Congregação Sociedade Divinas Vocações – Vocacionistas.

Para a Irmã Gilvânia dos Santos, Superiora Geral da Congregação Medianeiras da Paz, a eleição do Irmão lassalista Paulo Petry se insere no momento histórico em que se vota num projeto trienal e não na pessoa. “Estamos verificando o carisma daqueles que podem responder a este momento”, disse. Sobre o fato de após quatro gestões femininas, ser eleito um homem, ela é da opinião de que a questão de gênero é importante. Mas, para além desse fato, a eleição de um Irmão, de um instituto de vida religiosa consagrada, denota outro momento histórico importante. “Até então nós elegíamos homens que fossem padres”, revelou. 

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