Por Rosinha Martins| 22.01.|14|Acontece em Aparecida, São Paulo, desde o último dia 20, o 2º Seminário sobre Formação Presbiteral, promovido pela Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), da CNBB. Deste evento participam psicólogas que ajudam na formação dos seminaristas, formadores, diretores espirituais, professores, religiosos e religiosas, padres, bispos representantes dos regionais da CNBB e leigos.

O Seminário tem como temas-base o Sacerdócio a partir de Cristo, o presbítero como homem do coração de Jesus para a nova evangelização e o sacerdote como homem conquistado por Cristo para o serviço aos Irmãos e Formação Presbiteral à luz do Vaticano II.

Um questionário foi enviado previamente pela OSIB a todas as casas de formação com o objetivo de envolver os formandos e formadores nas discussões propostas pelo Seminário. Posteriormente foi feita a análise das respostas ao questionário enviado.

“O questionário versava sobre as Diretrizes da Igreja do Brasil e a repercussão da mesma no projeto de formação; o dia-a-dia da formação, o grau de satisfação com as casas de formação; o perfil dos formandos que se encontram nos seminários, hoje; linhas de formação; experiências missionárias”, relatou o presidente da OSIB, padre Domingos Barbosa Filho. A pesquisa revelou certa satisfação com as casas de formação; preocupação com formadores autoritários; perfil de formandos que estão nos seminários, o problema da homossexualidade, a presença das novas tecnologias, dentre outros.

O Assessor convidado para apresentar a análise do questionário foi o padre Manoel Godoy da arquidiocese de Belo Horizonte
que, a partir das respostas apresentou a realidade das Casas de Formação, hoje e ofereceu algumas pistas para responder à demanda da formação mostrada na leitura da realidade. “É preciso trabalhar mais a dimensão da missão na formação: eixo – pastoral-missionário; fazer intercâmbio de Projetos de Formação; continuar insistindo na formação de formadores; conhecer mais profundamente as juventudes e retomar as orientações e reflexão quanto às vocações homossexuais em vista de uma formação eficaz”, enfatizou padre Godoy.

Para o Reitor do Seminário de Teologia da Arquidiocese de Uberaba-MG,  padre Geraldo Maia, a análise feita causou grande esperança, pois, se pode perceber bons projetos para a formação, seriedade e muita preocupação em fazer com que a formação possa condizer com o tempo atual. “A esperança suscitada nos ajuda a superar estes desafios com os olhos fixos em Jesus, centro de toda a nossa vida cristã, de maneira especial, da vida sacerdotal”, disse. Para ele, manter os olhos fixos em Jesus é de fundamental importância, num mundo que oferece tantas outras possibilidades.

Rafaela Petroli Frizzo trabalha como psicóloga na orientação dos Seminaristas do Seminário Menor de Viamão (RS). Segundo ela, a Igreja não está preparados para lidar com nossas fragilidades humanas e, identificá-las e trabalhá-las é de fundamental importância. “Fico muito feliz pelo fato de o Seminário tratar com insistência na formação humano-afetiva, o que nos traz um bom prognóstico, boas perspectivas para trabalhar com os seminaristas e formadores.

No parecer de Rafaela muitos problemas poderiam ser evitados nas casas de formação se houvesse mais proximidade dos formadores com os formandos, olhar fraterno de compaixão. “Os formandos até tentam colocar o que estão sentindo, mas há por parte dos formadores, medo de enfrentar qualquer coisa que seja aparentemente problemática, ou uma fragilidade que é vista, muitas vezes, como um monstro. Os formadores por terem as suas fragilidades, as suas fraquezas, às vezes não sabem lidar com estas questões e as transformam em algo muito maior do que é”, afirmou.

De acordo com o Superior Provincial da Província Salesiana São Pio X e membro da Diretoria Nacional da CRB, padre Orestes Carlinhos Fistarol a presença da mulher na formação é um fator fundamental. “Para formar o presbítero em âmbito diocesano é indispensável que na formação haja participação das mulheres, porque isso ajuda, favorece para que ele também, na realidade, seja um homem também aberto para o mundo feminino, saiba relacionar com a mulher de uma maneira equilibrada”, disse.

Padre Orestes ressaltou ainda que é muito importante que a mulher não seja nos seminários somente a cozinheira, a lavadeira ou a empregada, mas que atue de maneira efetiva na formação. “Mulheres que possam incidir na forma como eles devem raciocinar, elaborar o conhecimento e o projeto de vida, a partir desta perspectiva. Uma formação onde a mulher é co-participante do processo formativo favorece muito o crescimento do jovem seminarista e do futuro padre”, argumentou.

O Seminário sobre a formação presbiteral continua até o próximo sábado, 25.

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