Faleceu no último dia 15 de novembro, em Parma (Itália), o missionário Xaveriano, padre João Carlos Coruzzi, que foi por cinco anos diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM) no Brasil e secretário executivo do Centro Cultural Missionário (CCM). Italiano de Parma, padre Coruzzi trabalhou durante 32 anos no Brasil e outros sete em Moçambique na África.

O missionário nasceu no dia 1º de abril de 1931 em Pedrignano – Cortile São Martino (Parma). Em 1958 entrou no Instituto Xaveriano e em 1962 fez a sua primeira profissão religiosa sendo ordenado sacerdote em 1967, em Parma. No ano seguinte chegava ao Brasil para dedicar sua vida à missão que viveu com muita intensidade.

Entre os anos de 1969 e 1972 foi reitor na casa de formação de Vila Diadema, em São Paulo, onde fundou a Obra social São Francisco Xavier. De 1972 a 1978 foi superior Regional dos missionários Xaverianos do sul do Brasil. De 1978 a 1982 coordenou o Conselho Missionário Regional (Comire) Sul 1 (São Paulo).

No dia 3 de dezembro de 1983 foi nomeado diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias e secretário executivo do Centro Cultural Missionário, função que exerceu até julho de 1988. Ao deixar Brasília, numa carta agradece a Deus e a “todos os que de uma forma ou de outra, no decorrer deste quinquênio nos ajudaram valiosamente na tarefa de despertar e incentivar o espírito missionário em nossa Igreja. Um agradecimento especial aos senhores bispos pela atenção e pelo carinho que dedicaram para as Missões”. Na mensagem acolheu o padre João Panazzolo, da diocese de Caxias do Sul (RS), que o sucedeu na direção das POM.

Padre João Carlos voltou ao trabalho de formação missionária no noviciado da congregação (1989-1998) e no seminário teológico de Curitiba (1998-2000). No ano 2000 realizou seu antigo sonho de ser missionário na África. Foram sete anos de muita doação na paróquia de Dondo em Moçambique. Ali o surpreendeu a doença que o acompanhou em seus últimos anos de vida na Itália onde acaba de falecer.

Lúcia Moreira trabalhou com o padre Carlos Coruzzi durante cinco anos, nas POM em Brasília. (Na foto, a equipe da época com padre Coruzzi, no escritório que funcionava na casa adquirida das Irmãs Dominicanas, terreno onde mais tarde seria construída a sede atual das POM). “Ele foi uma pessoa especial no sentido da humanidade e interioridade. Expressava isso na vida em missão, que era de cuidar das pessoas”, testemunha Lúcia Moreira (na foto ao telefone). “O ser missionário do padre Carlos, para mim é uma extensão da missão além-fronteiras, a partir do que ele testemunhava com sua vida de simplicidade, doação e respeito à pessoa humana. Pessoalmente ele me despertou para o que é viver e ser humano”, complementa Lúcia. Ela observa ainda, que foi a sua audácia que o levou a comprar o terreno onde hoje funciona a ampla sede das POM. “Isso revela uma visão de futuro para melhor servir a missão no Brasil”.

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