Anunciem que o Senhor libertou o seu povo, proclamando isto com voz de júbilo.
Dom Barreto – fundador

Nós Missionárias de Jesus Crucificado, cristãs católicas, conscientes da nossa missão aos crucificados de cada época, nos sentimos chamadas a reafirmar o compromisso de ser anunciadoras da libertação do povo, sendo presença junto aos diversos grupos sociais que lutam para defender seus direitos conquistados com sangue, suor e lágrimas, pelos que nos antecederam. Só é possível a liberdade de um povo, quando os seus direitos são garantidos.

Nossa Congregação tem uma trajetória histórica de compromisso social em defesa da vida em fidelidade à luta das gerações que ajudaram a construir a história de um Brasil pautada na justiça e igualdade de direitos. Hoje, o nosso olhar se dirige com preocupação para o projeto do Governo atual referente à Reforma da Previdência – PEC 06/2019, que foi apresentada para debate e aprovação no Congresso Nacional.

POSICIONAMO-NOS CONTRA essa reforma, assim como foi apresentada. Somos conscientes de que a Previdência Social precisa de reformas, ajustes, adequações cada vez que o País passa por profundas mudanças sociais, econômicas e políticas. É de conhecimento da população que o maior déficit da Previdência é causado pelas grandes empresas que devem bilhões ao fundo previdenciário. Sabemos que, se combatesse a sonegação de impostos das grandes corporações, a Previdência Social teria suficiente capital para garantir a seguridade social de todos os brasileiros e brasileiras. Os pobres trabalhadores/as não devem arcar com a responsabilidade para solucionar problemas na Previdência, ocasionados pelas dívidas bilionárias de empresas o que não vemos na PEC 06/2019, nenhuma proposta para combatê-la.

POSICIONAMO-NOS CONTRA a transição do regime atual de contribuição previdenciária, ao regime de capitalização, onde de certa forma favorece aos economistas e banqueiros, deixando os trabalhadores com toda a responsabilidade de contribuir para a aposentadoria e o Estado Brasileiro totalmente isento de responsabilidades e compromissos. Os bancos serão os únicos responsáveis de recolher as contribuições dos trabalhadores, ganhando bilhões em cima do contribuinte, deixando-o vulnerável às normas bancárias.

POSICIONAMO-NOS CONTRA essa proposta de reforma onde os/as trabalhadores/as rurais, professores/as, pessoas com deficiências, policias do baixo escalão serão os únicos encarregados de combater os “privilégios” que eles não têm, pois, o teto da aposentadoria dos mais pobres tem sido muito abaixo do teto estipulado para a Previdência atualmente.

Solicitamos ao Congresso Nacional, constituído pelos representes do povo, que seja a voz dos mais pobres e não aprovem essa reforma, onde claramente vemos um golpe à dignidade dos/as trabalhadores/as e apresentem propostas que realmente solucionem os problemas da Previdência Social, sem ferir a vida e a dignidade dos menos favorecidos.

Comprometemo-nos, como Congregação, efetuar presença nos diversos espaços de manifestações que estão ocorrendo em todo o Brasil, expressando nossa reprovação a essa Reforma da Previdência, porque sabemos que ocupar as ruas, é uma conquista do Estado Democrático de Direito.

Que Jesus Crucificado, continue dando-nos força para que juntas ao povo possamos carregar nossa cruz de cada dia, certas de que a ressurreição chegará. Que Nossa Senhora Aparecida seja nossa companheira nessa caminhada.

Campinas, 4 de abril de 2019.

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