O Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, acolhe o 16º Encontro Nacional de presbíteros. O evento reúne ao longo desta semana, dia 19 a 25 de abril, 540 padres de todo Brasil e está sendo assessorado pelo frei Luís Carlos Susin e o padre Manoel José de Godoy.

O evento é promovido pela Comissão Nacional dos Presbíteros e pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB e conta a presença e contribuições de dom Jorge Patrón Wong, secretário para os Seminários junto à Congregação para o Clero no Vaticano; do núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello e dom Luiz Cappio que orientará o dia de espiritualidade. Participam também, dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ministérios Ordenados e Vida Consagrada e alguns bispos referenciais da Pastoral Presbiteral nos regionais da CNBB.

Para dom Jaime Spengler, o presbítero precisa, antes de tudo, “ser um homem do mistério. Um homem que fez e faz essa experiência do encontro com o Senhor. Sem essa experiência fundante e fundamental corremos o risco de nos tornar – o presbítero corre o risco de se tornar – um funcionário da instituição. Esse é um dado que jamais podemos perder de vista, essa experiência decisiva do encontro com a pessoa de Jesus Cristo norteia toda a atividade do ministro ordenado”, disse.

Padre Camilo Pauletti e o novo diretor das POM, padre Maurício da Silva Jardim, também estão em Aparecida. Padre Maurício explica o enfoque dado ao tema de reflexão. “Mais do que um sentimento de ordem psicológica, o tema da alegria evangélica que está sendo refletido, refere-se a uma alegria teológica/teologal e eclesial. Estamos falando de três alegrias: Gaudet Mater Eclesia, do discurso de João XXIII na abertura do Concílio Vaticano II; o documento Gaudium et Spes e a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium com as três irmãs teologais: fé, esperança e caridade”.

Segundo o frei Susin, a vivência da alegria evangélica, adotada pelo papa Francisco como tema programático para os próximos anos, “atravessa caminhos de turbulências, de tempos líquidos e meteorológicos que desmancha a solidez de outrora, instalando uma cultura plural, do provisório, do consumo, da busca de autonomia, do imediato e da rapidez. Tudo isto afeta a pessoa e missão do presbítero. Em alguns casos tem gerado um fundamentalismo com rigidez tradicionalista e com risco de fanatismo e, no fundo, odioso. Tal fanatismo gera uma patologia da fé. A burocracia, o funcionalismo, a rigidez e o legalismo adoecem o clero”, explicou o assessor. Neste tempo de turbulências, um dos remédios apontados por Susin é a volta daquilo que é original. “Ir às fontes evangélicas geradoras de caminho continuado e de amadurecimento na fé de convicções, através do dialogo interdisciplinar com as ciências e com experiências missionárias de fronteira, realizadas de forma processual”.

Neste encontro Nacional de Presbíteros será eleita a nova coordenação nacional de presbíteros com funções de presidente, vice-presidente, secretário, tesoureiro e fiscais.

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