Xingu (RV) – Dois dias depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado a abertura do processo de impeachment contra a Presidente Dilma Rousseff, foi anunciado nesta terça-feira (19/04) que a comissão do processo será instalada segunda-feira (25/04) e terá 21 senadores titulares e 21 suplentes. Será composta com base nos blocos partidários e não pelo tamanho dos partidos, como defendiam alguns senadores.

No caso da admissibilidade do processo de impeachment, será pedido que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, assuma a presidência do processo logo depois da votação.

A posição da CNBB

Frente à crise ética, política, econômica e institucional pela qual passa o país, o episcopado brasileiro, em nota, conclamou “o povo brasileiro a preservar os altos valores da convivência democrática, do respeito ao próximo, da tolerância e do sadio pluralismo, promovendo o debate político com serenidade”.

Dom Erwin Krautler, bispo emérito da Prelazia do Xingu (MT), comenta a mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e faz uma análise da atual conjuntura ético-política do Brasil. Ouça.

Corrupção é um câncer que afeta toda a sociedade

“Eu sempre digo que a CNBB tomou posição a respeito de um mal, de um câncer que atravessa não só o Congresso, mas a sociedade: a corrupção. Existe a corrupção ativa e a passiva, o que quer comprar e o que se deixa comprar. Quem é o melhor? Neste ponto, a CNBB tem uma missão toda especial de lutar para que este câncer seja realmente debelado. Creio que a este respeito, a CNBB é sempre muito feliz em insistir na solidariedade e também na honestidade dos altos níveis”.

Defender interesses do país

“O que estamos assistindo no Congresso e nos altos escalões é vergonhoso. Simplesmente vergonhoso. O Brasil não merece isto. Fico estarrecido com os noticiários que assistimos.. digo: será que estamos ainda no nosso Brasil? Não é possível que chegamos a tanto! Então, a CNBB chama os nossos representantes lá em cima ‘a caírem na real’, a não defenderem interesses políticos partidários ou de oligarquias ou interesses particulares, mas interesses do país”.

Vergonha sem precedentes

“Neste ponto, creio que estamos atravessando uma época – estou há 51 anos no Xingu – eu não me lembro outra época como essa. Em termos de democracia, o que passamos agora ‘não está no gibi!’. O que é isso? Até que ponto vamos? E que incerteza a respeito do nosso futuro! No que vai dar tudo isso? Francamente, eu não sei, e nem conheço ninguém, em consciência, em que pudesse votar! Isto é grave! Não há personagens, pessoas, que se possa dizer ‘eu fecho em cima dessa pessoa’. São raras as exceções. Pode-se contar numa mão! Eu não tenho mais confiança. Isto é muito grave. Eu peço a Deus que vele por este nosso país, para que saiamos desta situação tão delicada”.

Rezar pelo futuro do país

“Como vamos continuar? Eu não sei o que dizer. Vamos ver o desfecho desta ‘trama’. Mas eu de fato, não seu fazer outra coisa a não ser sentar na capela, me ajoelhar diante do Santíssimo Sacramento, e rezar pelo Brasil, por nossa pátria”.

(CM)

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