“Ser missionário é ser presença de Deus no mundo, na vida das pessoas, nas situações e contextos que precisam sentir Deus presente e atuante. Assim, a nossa missão é ser presença de Deus”. A afirmação é do padre Jaime C. Patias, IMC, secretário nacional da Pontifícia União Missionária.

Esta e outras reflexões foram feitas durante um retiro realizado neste domingo, 24, em São José dos Campos, com a participação de mais de 200 missionários de seis paróquias.

O retiro foi promovido pela paróquia Sagrado Coração de Jesus com o apoio de um grupo de padres e de dom José Valmor César Teixeira, SDB, bispo de São José dos Campos.

Ao abordar o tema “Discípulos missionários da misericórdia”, padre Patias mostrou um itinerário do discipulado. Segundo ele, em primeiro lugar precisamos começar “pelo reconhecimento das nossos pecados e arrependidos, celebrar a misericórdia de Deus; depois tomar a decisão de passar pela Porta Santa da Misericórdia assumindo o compromisso de uma vida nova conforme propõe o Ano Jubilar; a Parta Santa nos leva até a Eucaristia, Jesus doado como Pão da vida eternar; a Porta Santa nos leva também, para o encontro com o Palavra, sabedoria de Deus; por fim, reconciliados, novas criaturas, alimentados pela Eucaristia e pela Palavra, precisamos partir para comunicar essa maravilhosa alegria, como discípulos missionários da misericórdia de Deus revelada por Jesus. Essa é a Boa Notícia que restaura, cuida, cura e salva vidas. Isso é definitivamente missão”.

O missionário destacou ainda, que todos nós podemos cooperar com a missão de três maneiras: “por meio da oração; oferecendo nossas doações para sustentar projetos missionários e colocando-nos à disposição para partir em missão”. O missionário da Consolata que já esteve em Moçambique durante nove anos e dirigiu a revista Missões por 10 anos, lembrou que a “Igreja é por sua natureza missionária, isto é, enviada. Então pelo batismo, todos podemos e devemos ser enviados. A missão é um mandato de Jesus”. Nesse sentido, apresentou o material da Campanha Missionária 2016 a ser realizada no mês de outubro e que este ano tem como tema “Cuidara da Casa Comum é nossa missão”.

Indagado sobre como ser missionário, padre Patias lembrou que cada um deve “olhar para seus dons e colocá-los a serviço da missão de Deus, como um ministro ordenado, um leigo, uma leiga, que assume uma pastoral, um trabalho dentro da Igreja e reúne outras pessoas em torno de Jesus assumindo um projeto da vida de ir ao encontro dos mais necessitados. Todos nós podemos doar parte do nosso tempo, da nossa vida e dons, para a missão por que já recebemos tudo de graça. Deus é um dom para nós e agora nos cabe também sermos dons para os outros”, complementou.

O padre diz que se sente realizado sendo de uma congregação missionária que tem como carisma a missão ad gentes, além-fronteiras. “A minha vida é estar disponível para a missão de Deus no mundo. Como secretário nacional da Pontifícia União Missionária, que trabalha numa Equipe a partir de Brasília (DF), em todo o Brasil, procuro ajudar na reflexão e sobretudo, na formação dos seminaristas e presbíteros para os desafios da missão aqui e além-fronteiras. Por isso me sinto realizado nesse trabalho de animação missionária nas dioceses para que elas assumam a sua responsabilidade em sair e evangelizar também em outros lugares”.

O assessor falou ainda da necessidade das paróquias e dioceses darem passos mais ousados na missão nas periferias do mundo onde ninguém deseja ir, ninguém quer pisar.

Com informações de Gustavo Maciel, Pascom São José dos Campos

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