O seminário busca dar continuidade a cultura do encontro promovida pela CRB Nacional

Em conformidade com o Plano Trienal que visa intensificar a cultura do encontro, a CRB Nacional realiza nos dias 25 e 26 de junho, o seminário: “Relações Humanizadoras e Solidárias” no CCB, em Brasília (DF), com a presença de Pe. Amedeo Cencini, escritor canossiano de destaque.

Participam do Seminário cerca de 220 pessoas provenientes de duas Regiões: Centro-oeste e Norte. São religiosos consagrados de Brasília, Goiânia, Palmas, Campo Grande e Cuiabá, Belém, Manaus, Roraima, Acre, Porto Velho, Belém e Manaus.

O convidado principal é o assessor Pe. Amedeo Cencini, canossiano. Atualmente, reside em Roma, Itália. É Mestre em Ciências da Educação, doutor em Psicologia, especializado em Psicologia Analítica, formador, professor da Pastoral Vocacional e Formação. É professor na Universidade Gregoriana, em Roma.

Para Cencini, no evento comunitário está escondida uma memória antropológica central: o homem não é apenas um ser racional, mas também, e talvez acima de tudo, um ser relacional.

Em carta, o padre canossiano destaca a “aventura particular” que homens e mulheres se propõem: “Aquela de viver juntos, não por vínculos de sangue e afinidades naturais, mas unicamente porque um mesmo chamado do alto os reuniu juntos e os fez irmãos e irmãs, desafiando de alguma forma as leis da convivência humana e os seus rigorosos critérios eletivo-seletivos. A vida em comum dos religiosos é a prova pública de que isto é possível, que o desafio pode ser vencido por força da Graça, ou na medida em que aquele amor que fez o homem capaz de se relacionar”, pontua.

O padre ainda fala sobre o amor fraterno que é fruto de um caminho difícil que muitas vezes não tem a atenção suficiente na formação inicial e continuada: “Se o homem é relação, de fato, a tentação mais forte e constante será aquela de negar a relação, de fechar-se em si mesmo, de ver no outro um inimigo, de ver a vida como um conflito de relacionamento perpétuo no qual apenas um ganha. Neste sentido, se Deus é relação e fonte da relação, Satanás é a não-relação, uma verdadeira e própria cultura de morte”, diz.

O palestrante aponta caminhos para a vivência comunitária. Entre eles: passar do “fazer o bem” ao “querer-se bem”, viver a partilha da história e da fé, ter projeção missionária.

Conclui que uma comunidade de fiéis e consagrados deveria ser o lugar no qual o Espírito de Deus pode continuar a “brincar com as diferenças”, ou no qual pode encontrar alguém que aprenda dele esse exercício.

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