O evento faz memória de religiosos e religiosas que deram suas vidas pelas causas sociais e clama contra corrupção e pela não-violência nas áreas indígenas

Por Assessoria de Imprensa |13.07.2016 | Cerca de 600 religiosos e religiosas consagrados se reuniram, na tarde desta quarta, 13, em frente à Catedral de Brasília- DF, na Esplanada dos Ministérios para celebrar os mártires da caminhada. Com orações, as religiosas e religiosos consagrados protestaram contra a corrupção e lembraram das minorias no país.

A manifestação se insere no contexto da 24ª Assembleia Geral Eletiva da CRB que acontece no Colégio Madre Carmem Sallés, na Capital Federal.

A luta dos indígenas foi um dos temas tratados na vigília. Segundo dados do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, a atual população indígena brasileira é de 896,9 mil indígenas. De acordo com a pesquisa, foram identificadas 305 etnias. Os Povos Indígenas estão presentes nas cinco regiões do Brasil, sendo que a região Norte concentra 342,8 mil.

Contrários à nova direção da Fundação Nacional do Índio, os religiosos lembraram da luta dos indígenas e pediram mais proteção. “Como consagrados e consagradas, estamos do lado dos pobres e a nossa situação é delicada no que se refere ao atendimento aos indígenas, os mais carentes da sociedade. Eles precisam de nós e é um momento para estarmos juntos a eles”, justificou a presidente nacional da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, mad.

Com o tema da corrupção, os manifestantes pediram tempos melhores. Enquanto o ato era realizado, acontecia na Câmara dos Deputados a votação para a presidência da Casa, que foi convocada após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ao cargo. “Estamos num momento conturbado, além da votação da presidência da Câmara, tem outros temas que precisamos refletir. Estamos aqui, ao lado do local das decisões políticas do país para pedirmos à Deus transformação a partir da nossa luta” ressaltou o religioso marista e coordenador da CRB- Regional Brasília, Irmão Paulo Martins.

A carta-manifesto da Vigília dos Mártires, foi ressaltada a violência contra as mulheres e jovens carentes. No Brasil, a cada onze minutos, uma mulher é violentada. Em 2014, foram registrados 48 mil casos de estupro no país, 70% das vítimas eram crianças e adolescentes. Por dia, cerca de 80 jovens são mortos pela violência, e a principal causa é o homicídio.

A coordenadora da Rede Um Grito pela Vida da CRB, que atua na prevenção do Tráfico de Pessoas, Irmã Eurides Alves de Oliveira, icm, fez alusão à carta dos mártires e convocou os participantes não “dormir tranquilos sem preocupar-se com o sangue derramado. Isso porque Jesus veio dizer que não há maior amor do que doar a vida por seus amigos (Jo 15,13). E traduz que amigos e amigas são os marginalizados….

O manifesto foi um marco referencial para a 24ª Assembleia Geral Eletiva da CRB que introduz a abertura da Caminhada dos Mártires que acontecerá na prelazia de São Félix do Araguaia, em Ribeirão Cascalheira-MT, nos dias 15 a 17 próximos.

Fonte: Umbrasil

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