Por CRB Lages| 17.12.2015| O Centro de Defesa dos Direitos Humanos Irmã Jandira Bettoni (CDDH), e a Rede Um Grito Pela Vida do Núcleo da Conferência das Religiosas e Religiosos do Brasil (CRB) em Lages – SC, realizaram na tarde da última quinta-feira, 10, um ato público na praça João Costa para lembrar o Dia Internacional da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

om o lema: “Vem vamos embora que esperar não é saber”, a atividade contou com a presença de religiosas das congregações das Irmãs salvatorianas, Franciscanas do Apostolado Paroquial, Divina Providência, lideranças da Pastoral Afro da Diocese de Lages e da Frente Parlamentar pelo fim da violência contra a Mulher lageana. Durante o evento as irmãs distribuíram um folder explicativo sobre o “Dia Internacional do Direitos Humanos a fim de ressaltar a importância de celebrar esta data.

A coordenadora do CDDH Irmã Jandira Bettoni, Maria Odete da Costa, explica o objetivo do evento: relembrar as pessoas sobre os direitos civis e sociais e esclarecer que “direitos não devem ser confundidos com privilégios, embora culturalmente, isso ainda seja muito forte na região”, ressalta a coordenadora.

Para a aposentada, Terezinha Ataíde de Sousa, que acompanhava a atividade de um dos bancos da praça, o “Dia dos Direitos Humanos” deveria ser lembrado todos os dias, “é preciso explicar com clareza quais são nossos direitos e deveres para que possamos fazê-los cumprir”, afirma ela. Moradora do Bairro Jardim Cepar, em Lages, Terezinha observa que um dos direitos básicos que estão sendo violados na cidade é o do transporte coletivo. “Por exemplo, há quinze anos nosso bairro luta para ter mais horários de transporte coletivo e ainda não fomos atendidos. É um direito o transporte coletivo de qualidade, não é?” Questiona.

“É preciso despertar as pessoas para as causas que os direitos humanos defendem e principalmente alertá-las sobre essas e outras violações que ocorrem, destaca a representante da Rede Um Grito Pela Vida, Irmã Wanderleia Dalla Costa, que também esteve presente no evento. Segundo ela, cada vez mais é necessário abrir espaços de diálogos como este, “para que as pessoas possam tomar conhecimento dos seus direitos e que estessejam sempre mais respeitados”, afirma Wanderleia.

Sobre a data

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é celebrado anualmente dia 10 de dezembro. A data foi escolhida em 1948, quando a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), fez um acordo assinado por 58 estados e teve como objetivo promover a paz e a preservação da humanidade após os conflitos da 2ª Guerra Mundial que vitimaram milhões de pessoas.

Por isso, anualmente as organizações defensoras dos direitos humanos se reúnem para refletir e chamar a atenção das pessoas sobre a dignidade humana que merece respeito e cuidado, e sobre as violações de direitos que ainda não são respeitados. A data também é uma oportunidade de participação coletiva a fim de reivindicar ações concretas do poder público para garantir melhorias nos direitos humanos básicos como: educação, saúde, lazer, moradia, e alimentação.

Algumas ações da Rede Um Grito Pela Vida

Em alguns momentos específicos durante este ano de 2015, a Rede Um Grito Pela Vida participou de entrevistas nas rádios e Tvs, participação ativa nas audiências públicas convidando as pessoas a tomarem consciência também da exploração que existe da mulher por meio do tráfico de pessoas, promoveu panfletagens para alertar a população sobre as causas do tráfico de pessoas. A Vida Religiosa desenvolve um trabalho de prevenção a partir desta temática. Em Lages foram realizadas ações nas datas: 30 de julho- Dia de Luta contra o Tráfico de pessoas; 24 de setembro- Dia de Luta e Combate àviolência e Exploração sexual Infanto-Juvenil e 10 de dezembro- Dia Internacional dos Direitos Humanos.

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