Lusaka (RV) – Para responder aos desafios da fome e da desnutrição num mundo que desperdiça 40% dos seus alimentos, só a tecnologia não é suficiente: é preciso apostar numa economia sustentável. Foi o que afirmou o Card. Peter Turkson, participando na manhã desta segunda-feira (25/04) de uma Conferência sobre o impacto ambiental da agricultura e da atividade extrativista em Lusaka, na Zâmbia.

Proteger a Criação

O Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz foi convidado para apresentar aos participantes a “Laudato sì.” O encontro, organizado pela Conferência Episcopal Zambiana (ZEC), tem a finalidade conscientizar sobre a importância da ecologia humana e da proteção da Criação, como indicado na Encíclica do Papa Francisco sobre o cuidado da casa comum.

Ajudar os pequenos produtores

Em seu pronunciamento, depois de explicar os pontos salientes do documento pontifício, o Card. Turkson chamou em causa os novos métodos e técnicas de produção para aumentar as colheitas agrícolas em curto prazo. Métodos – evidenciou – que desencadeiam um círculo vicioso: o esgotamento dos recursos naturais que reduz a produtividade que, por sua vez, leva a subtrair ainda mais recursos à natureza. Segundo o Presidente de Justiça e Paz, ao invés, é necessário que o mundo aposte na sustentabilidade, que se promove com medidas de financiamento de pequenos produtores e com uma produção diversificada.

A responsabilidade das indústrias extrativistas

A atividade extrativista, prosseguiu o Cardeal ganês, também agride o meio ambiente e é um exemplo ainda mais grave daquela “dívida ecológica” de poluição e desestabilização social e econômica deixada pelas indústrias estrangeiras nos países produtores de matérias-primas. “Quem explora as minas tem o dever de compartilhar os recursos naturais com as populações locais e cuidar das mesmas”, afirmou.

Herança às futuras gerações

O Card. Turkson concluiu citando o Papa Francesco: “Nem tudo está perdido, porque os seres humanos, capazes de se degradar até o extremo, podem também se superar, voltar a escolher o bem e se regenerar”. E faz um apelo: “Recebemos este mundo como um jardim, não deixemos como herança aos nossos filhos e às futuras gerações uma terra selvagem”. (BF)

Fonte: Radiovaticana

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