Por Rosinha Martins |18.08.13 | A CRB Nacional acolheu na sede, a visita de 16 novos bispos que se reuniram em Brasília-DF, para fazer o encontro de formação para bispos recém-nomeados.

Ao se apresentar, Irmão Paulo Petry falou sobre o momento que vive na CRB, como presidente recém-eleito: “Dois textos bíblicos me inspiram nesse momento: Emaús e Betânia como lugares de chegar, escutar, ouvir, e depois retornar, retomar o caminho e uma veztendo ouvido a Palavra, tendo contemplado a realidade, inserirmos nela para continuarmos sendo testemunho desta mesma Palavra e Betânia”, disse.

Irmão Paulo apresentou, ainda, o Horizonte e as prioridades para o triênio 2013- 2016, elaborados pelos 500 superiores e superioras representantes das Instituições associadas à CRB, na XXIII Assembleia Geral Eletiva de Julho de 2013; sobre livros publicados e a Revista Convergência.

Sobre o encontro dos novos bispos

De acordo com o presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB e arcebispo de Palmas-TO, dom Pedro Brito Guimarães, falou sobre a importância desse encontro. “Nós não formação para o episcopado que é uma missão muito específica. Há 24 anos a CNBB promove esse evento quese tornou inspiração para outras conferênicas”, relatou.

Segundo dom Pedro, o encontro tem três grandes objetivos: convivência, o contato com as Instituições parceiras e a formação.  A convivência os ajuda a se conhecerem, se tornarem amigos e partilhar experiências. Outro objetivo é conhecer as entidades como a CNBB (pastorais, projetos), Nunciatura, Pontifícias Obras Missionárias (POM), Centro Cultural Missionário (CCM) e Conferência dos Religiosos do Brasil, organismos estes que podem beneficiar e ser parceiro do bispo em sua missão episcopal. Para dom Pedro, a formação é um fundamental; o estudo do Direito Canônico, da liturgia episcopal, da missão do bispo e do cuidado que ele deve ter pela Igreja.

 O que dizem os novos bispos a respeito dessa formação

Nomeado bispo auxiliar da Diocese de Curitiba Paraná, dom José Mário Angonese relata que esse momento de formação oferece segurança a um bispo que está começando sua missão episcopal. “Na medida em que somos nomeados um novo cenário se abre e muitas dúvidas aparecem. Um encontro como este é fundamental, porque dá segurança, ajuda a abrir alguns horizontes, algumas portas, disse”. Falou ainda, sobre a importância do contato com as Instituições parceiras. “Conhecer essas Instituiçõessignifica a eclesialidade da Igreja, perceber que ela não é só uma diocese à qual fomos nomeados, mas tem toda uma universalidade. Saber que temos pessoas comas quais podemos contar, é muito importante e a CRB está entre estas instituições que certamente os bispos poderão contar”, afirmou.

O religioso da Congregação dos Missionários da Consolata e bispo de Pinherio – MA,  dom Elio Rama, falou sobre o chamado a missão do episcopado. “Eu sempre pensei em ser um missionário e veja o que Deus me pediu: Não ir para a África, mas para umlugar missionário que eu considero que é Pinheiro. Chamado acontinuar  a viver  a vida religiosa, a vida missionária e a vida sacerdotal, mas como Pastor de um rebanho bem maior que aquele  que eu estava acostumado a pastorear na minha vida sacerdotal”, relatou.

Sobre a presença da Vida Religiosa em suas dioceses

“Para nós que somos bispos novos, estamos ainda descobrindo muitas coisas, conhecendo, aprendendo e este contato com a CRB acaba sendo, para mim, um presente, porque sempre valorizei muito os religiosos, as religiosas. As religiosas dão uma contribuição impar para a nossa Igreja, comunidades, paróquias porque estão mais inseridos, inseridas no meio do povo. O povo gosta demais das religiosas, sente-se muito à vontade e elas tem uma facilidade muito grande de aproximação. A contribuição é muito grande: tanto na formação catequética, bíblica, doutrinária, como nos trabalhos sociais. A presença da religiosa é sempre uma riqueza muito grande”. (Dom Jeremias Antônio de Jesus, bispo da diocese de guanhães-MG)

“Temos três congregações masculinas e cinco congregações femininas em Pinheiro. Eu acredito que em cada paróquia deveria ter uma congregação religiosa feminina, porque o feminino na Igreja dá um toque especial, chegaonde o masculino não consegue chegar. Sempre trabalhei com Irmãs, especialmente na África e, continuo afirmando em Pinheiro que uma paróquia sem as Religiosas é uma paróquia sem uma mãe. A Religiosa é a mãe: o povo (homens e mulheres) abremmais facilmenteo coração com as  Irmãs do que com  padres, os bispos e isso é uma coisa lógica. E isso faz parte da psicologia do ser humano. Quando trabalhei no Seminário, os seminaristas procuravam sempre uma Irmã para ser a conselheira, a diretora espiritual, a orientadora, isso porque abre o coração com mais facilidade. Na paróquia, na Igreja é uma presença indispensável”(Dom Elio Rama).

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