Canto orante

Rezando a partir do Evangelho

“Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la? E quando a encontra, coloca-a alegremente sobre os ombros e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’. Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se” (Lucas 14, 4-7).

Contemplando a imagem do Bom Pastor

“Jesus Cristo é o rosto da Misericórdia do Pai”. Contemplando o rosto de Cristo, somos introduzidos no mistério da Misericórdia de Deus, escreveu o papa Francisco.
O Papa nos convida a contemplar o rosto de Jesus para experimentar a Misericórdia de Deus, que não conhece limites. “Sempre temos necessidade de contemplar o mistério da Misericórdia. É fonte de alegria, de serenidade e de paz.”
Ao contemplar a imagem de Jesus, Bom Pastor, podemos descobrir alguns traços da Misericórdia de Deus.
Intuímos um Amor imenso, que busca de forma incansável a ovelha perdida ou desgarrada, e quando a encontra, abraça-a, aperta-a nos braços, carrega-a em seus ombros e a sustenta com sua mão.
Descobrimos um Amor que perdoa, que não recrimina, que não lança ao rosto as infidelidades passadas, que olha a ovelha com carinho, e parece sussurrar-lhe palavras doces e inefáveis ao coração.
Por sua parte, a ovelha dá mostras de experimentar esse Amor misericordioso de Jesus em seus olhos sossegados e no beijo amoroso e agradecido na ferida aberta.
Contemplando o rosto de Jesus, podemos nos colocar no lugar da ovelha, como dirigidas a cada um de nós as atitudes de perdão e de amor do Bom Pastor, e experimentar esses mesmos sentimentos de alegria, de serenidade e de paz, aos quais se refere o Papa.
Esta contemplação, sobretudo, nos convida de modo especial a ter a misericórdia como uma “meta por alcançar” e nos compromete “a ser misericordiosos com os demais como o Pai é conosco” (Hna. Pilar Feliú, STJ).

Deixando-nos iluminar pela palavra do Papa (MV 8)

“Com o olhar fixo em Jesus e em seu rosto misericordioso, podemos perceber o amor da Santíssima Trindade. A missão que Jesus recebeu do Pai foi a de revelar o mistério do amor divino em plenitude. “Deus é amor” (1 Jn 4,8.16), afirma pela primeira e única vez em toda a Sagrada Escritura o evangelista João. Este amor se fez agora visível e tangível em toda a vida de Jesus. Sua pessoa não é outra senão amor. Um amor que se doa gratuitamente. Suas relações com as pessoas que se aproximam deixam ver algo único e irrepetível. Os sinais que realiza, sobretudo em direção aos pecadores, às pessoas pobres, excluídas, doentes e que sofrem, levam consigo o distintivo da Misericórdia. Em tudo fala de Misericórdia. Nada em Jesus falta compaixão.
Jesus, perante a multidão de pessoas que o seguiam, vendo que estavam cansadas e extenuadas, perdidas e sem líder, sentiu desde o profundo do coração uma intensa compaixão por elas (cf. Mt 9,36). Em virtude desse amor compassivo, curou os doentes que lhes apresentavam (cf. Mt 14,14) e com poucos pães e peixes saciou a fome de grandes multidões. (cf. Mt 15,37).
O que movia Jesus em todas as circunstâncias não era senão a Misericórdia, com a qual lia o coração dos interlocutores e respondia às suas necessidades mais reais. Quando encontrou a viúva de Naim, que levava seu único filho ao sepulcro, sentiu grande compaixão pela imensa dor da mãe em lágrimas, e devolveu-lhe seu filho, ressuscitando-o da morte (cf. Lc 7,15).
Depois de ter libertado o endemoninhado de Gerasa, confia-lhe esta missão: “Vá para casa, para a sua família e anuncie-lhes quanto o Senhor fez por você e como teve misericórdia de você” Mc, 5,19). Também a vocação de Mateus se coloca no horizonte da Misericórdia. Passando diante do banco dos impostos, os olhos de Jesus pousam sobre os de Mateus. Era um olhar cheio de Misericórdia que perdoava os pecados daquele homem e, vencendo a resistência dos outros discípulos, escolhe a ele, o pecador e publicano, para que seja um dos Doze.”

Para a reflexão pessoal e comunitária

Que dizem para mim estes textos? Que dizem para minha comunidade?
Que imagem de Deus descobri nesta reflexão? É compatível com as imagens de Deus que vivemos na comunidade?
Como me situo perante o rosto de Deus Misericórdia? Que compromisso desperta em mim?
Que significou em nível pessoal e comunitário a vivência do Ano da Misericórdia?
Tenho lido e rezado a carta Misericordiae Vultus? Lemos em Comunidade?

Depois de ver o seguinte vídeo, terminamos com uma partilha comunitária.

https://youtu.be/x0Nbit-THuY

Veja o vídeo também no blog “Coisas Novas”

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