Por Rosinha Martins|19.03.14|  Preocupada com  o baixo nível de água potável do planeta que é de 0,008%,  e as consequências para a sobrevivência humana, a Organização das Nações Unidas criou o Dia Mundial da Água com objetivo de conscientizar a população mundial sobre a questão e elaborar medidas  práticas em vista da preservação da água e da vida humana; abordar temas como a conservação e proteção da água, desenvolvimento correto dos recursos hídricos e medidas para resolver problemas relacionados com a poluição ambiental no Planeta.

No dia 22 de março de 1992 a ONU divulgou o documento “Declaraçao Universal dos Direitos da Água”, que apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governos.

A epidemiologista clínica Dra. Miriam Sommer de Porto Alegre (RS) que atualmente mora e trabalha em Haia, na Holanda, falou sobre o tema para a  Rádio Vaticano.

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Dicas de como economizar água

Banheiro

  • Se uma pessoa escova os dentes em cinco minutos com a torneira não muito aberta, gasta 12 litros de água. No entanto, se molhar a escova e fechar a torneira enquanto escova os dentes e, ainda, enxaguar a boca com um copo de água, consegue economizar mais de 11,5 litros de água. Isso pode ser multiplicado pelo número de pessoas na casa e, depois, por 30 dias,
  • para se ter uma idéia da economia.
  • Ao lavar o rosto em um minuto, com a torneira meio aberta, uma pessoa gasta 2,5 litros de água. A dica é: colocar um tampão na pia e fazer do lavatório um tanquinho.
  • Ao fazer a barba em 5 minutos, com a torneira meio aberta, pode-se chegar a gastar até 12 litros de água. Muita água seria economizada usando-se a pia do mesmo jeito que para lavar as mãos: fazendo um tanquinho do lavatório. Assim, o gasto para fazer a barba cai para 2 litros.
  • Banho de ducha por 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 135 litros. Se fechar o registro enquanto se ensaboa, diminuindo o tempo de banho para 5 minutos, o consumo cai para 45 litros.
  • No caso de banho com chuveiro elétrico, também em 15 minutos, com o registro meio aberto, são gastos 45 litros. Com os mesmos cuidados que com a ducha, o consumo cai para 15 litros.
  • Bacia sanitária com válvula com o tempo de acionamento de 6 segundos gasta 10 litros de água. Quando a válvula está defeituosa, pode chegar a gastar até 30 litros. Por isso, faça manutenção periódica. E não use a bacia sanitária como lata de lixo.
  • Lavar a roupa numa lavadora com capacidade para 5 quilos gasta 135 litros. Melhor seria ter o mesmo procedimento que com a lavadora de louças: só usar a máquina quando estiver com sua capacidade total.
  • Já um tanque com a torneira meio aberta por 15 minutos pode chegar a gastar 279 litros! Por isso, o melhor é deixar acumular roupa, colocar a água no tanque para ensaboar, deixando a torneira fechada. Depois, colocar a água para enxaguar

Roupa lavada

  • Lavar a roupa numa lavadora com capacidade para 5 quilos gasta 135 litros. Melhor seria ter o mesmo procedimento que com a lavadora de louças: só usar a máquina quando estiver com sua capacidade total.
  • Já um tanque com a torneira meio aberta por 15 minutos pode chegar a gastar 279 litros! Por isso, o melhor é deixar acumular roupa, colocar a água no tanque para ensaboar, deixando a torneira fechada. Depois, colocar a água para enxaguar.
  • Utilizar a água usada do tanque para lavar o quintal também gera economia.

No jardim

  • Um hábito é regar jardins e plantas durante 10 minutos, e com isso chega-se a gastar 186 litros de água. Para economizar, a rega durante o verão deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação.
  • No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã.
  • Mangueira com esguicho-revólver também ajuda.
  • Com esses procedimentos, pode-se chegar a uma economia de 96 litros por dia.

Carros

  •  Muita gente gasta até 30 minutos lavando carro. Com uma mangueira não muito aberta, gastam-se 216 litros de água. Com a torneira aberta meia volta, 560 litros. Mas se lavar o carro apenas uma vez por mês usando um balde de 10 litros para molhar e ensaboar e, também, balde para enxaguar, pode-se chegar a um consumo de apenas 40 litros.
  • A utilização da água da chuva gera uma economia extra.

Calçada

  • Jamais faça a varrição da calçada utilizando o esguicho. Em 15 minutos, o consumo pode chegar a 280 litros de água. A utilização da vassoura pode ter o mesmo efeito.

Equipamentos defeituosos

  • Gotejando, uma torneira chega a um desperdício de 46 litros por dia, ou 1.380 litros por mês, o que significa uma conta mais alta.
  • Um filete de mais ou menos 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês. E um filete de 4 milímetros, 13.260 litros por mês de desperdício.
  • Um buraco de 2 milímetros no encanamento pode causar um desperdício de 3.200 litros por dia; isto é, mais de três caixas d’água.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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